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Liga dos Campeões, "playoff": Sporting vence à tira CSKA de Moscovo e com queixas do árbitro

"Leões" podem queixar-se de pelo menos um penálto claro por assinalar diante dos moscovitas. Na quarta-feira, no duelo lusitano de Valência, Nuno Espírito Santo levou a melhor o AS Monaco, de Leonardo Jardim

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Liga dos Campeões, "playoff": Sporting vence à tira CSKA de Moscovo e com queixas do árbitro

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O Sporting está em vantagem face ao CSKA de Moscovo, no “playoff” de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. No jogo da primeira mão, jogado esta terça-feira, em Alvalade, os “leões” venceram os russos, por 2-1, vingaram a derrota na final da Liga Europa de há 10 anos e ainda ficaram com muitas queixas do árbitro turco Cüneyt Çakir, que deixou passar uma clara grande pebnalidade contra os russos.

Os “leões” entraram com o “11” que, ao terceiro jogo oficial, já se pode dizer ser habitual de Jorge Jesus. Uma vez mais, entrada forte na partida, e premiada com um golo logo aos 12 minutos. Boa iniciativa de Slimani, a bola passa por João Pereira e Carrillo, com um cruzamento do peruano que encontra Bryan Tuiz aberto na esquerda. O costa-riquenho domina bem e assiste Teo Gutiérrez para um remate trapalhão, mas a contar.

O CSKA de Moscovo procurou reagir ao golo, o Sporting estava melhor, mas os russos revelavam velocidade e boa dinâmica de jogo. Os anfitriões perderam algum do gás inicial e, aos 26 minutos, Tosic fugia a Jefferson e o brasileiro derrubou o adversário. Penálti!

Chamado a marcar, Doumbia viu Rui Patrício adivinhar o lado e defender. O lance pareceu acordar o Sporting. Aos 40 minutos, Slimani, em excelente posição, atirou às malhas laterais.

Mas o CSKA continuava agressivo. Depois de duas ameaças por musa, aos 41 minutos, Eremenko lançou Doumbia em profundidade. Rápido, o costa-marfinense rodeou Patrício e restabelecer o empate, com a defesa “leonina” a atrasar-se na tentativa de jogar no fora de jogo.

Ainda antes do intervalo, Akinfeev brilhou num cabeceamento de Slimani – e na recarga de Gutiérrez, já em fora de jogo – e Patrício também a novo remate de Musa. Ao intervalo, o jogo não estava fácil para o Sporting.

Os “leões” esboçaram nova entra forte, mas o adversário estava melhor organizado e tirou espaço aos anfitriões, que precisavam de uma injeção de inspiração.

Aos 65 minutos, Jorge Jesus trocou Ruiz por Aquilani. O CSKA ficou perto do golo, num cabeceamento ao lado de Ignashevich. Aos 74 minutos, penálti por marcar contra o CSKA: Berezutski desvia a bola com a mão da cabeça de Slimani.

Jesus aposta na irreverência e aposta em Mané e Gelson. O miúdo Gelson, desfere um bom remate pouco depois, Akinfeev defende, Carrillo marca na recarga, mas estav… acampado em fora de jogo. Na resposta, Patrício evitou novo golo de Doumbia.

Aos 83 minutos, jogada envolvente entre Slimani e Carrillo, o peruano desmarcar o argelino de calcanhar e o avançado coloca o Sporting em vantagem no “playoff”. O jogo termina com Slimani a reclamar com o árbitro do penálti que ficou por marcar e com muita razão.

Ficha de jogo

Estádio José Alvalade, Lisboa (41.826 espetadores)
Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia).

Sporting:Rui Patrício; João Pereira, P. Oliveira, Naldo e Jefferson (A); Carrillo, Andrien silva, joão Mário (Carlos Mané, 76')e Bryan Ruiz (Aquilani, 65'); Téo Gutiérrez (A, Gelson Martins)) e Slimani (A).
Treinador: Jorge Jesus.

CSKA Moscovo:Akinfeev; Mário Fernandes (A), Ignashevich, Berezulski e Nababkin (A. Berezutski, 90'); Dzagoev e Wernbloom (A); Tosic (Milanov, 80'), Eremenko e Musa; Doumbia (A, Natcho, 90'). .
Treinador: Leonid Slutski

Golos: Téo Gutiérrez (12') e Slimani (83'); Doumbia (41').


Manchester United vence e APOEL perde

Nas restantes partidas desta primeira noite de jogos da primeira mão do “playoff” de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, os cipriotas do APOEL, treinados por Domingos Paciência e com Nuno morais e Mário Sérgio no “11”, foram derrotados (0-1) no Cazaquistão pelo Astana.

O resultado mais folgado da primeira noite de jogos aconteceu em Old Trafford. A jogar em casa, o Manchester United contou com a inspiração Memphis Depay para dar a volta ao autogolo cometido por Michael Carrick logo aos 8 minutos. Um brilhante bis do holandês, aos 13 e 43 minutos, valeu a reviravolta. Já nos descontos da partida, o belga Fellaini fixou o 3-1 final.

Liga dos Campeões, "playoff" (1.a mão):

FC Astana (Caz) -- APOEL (Chi), 1-0
BATE (Brs) -- Partizan (Ser), 1-0
Lazio (Ita) -- B. Leverkusen (Ale), 1-0
Manchester Utd (ing) -- Club Brugge (Bel), 3-1
Sporting (POR) -- CSKA moscovo (Rus), 2-1

(Segunda mão: quarta-feira, 26 de agosto)

R. Viena (Aus) -- Sh. Donetsk (Ucr), 0-1
Valência (Esp) -- AS Mónaco (Fra), 3-1
Skënderbeu (Alb) -- D. Zagreb (Cro), 1-2
Celtic (Esc) -- Malmö (Sue), 3-2
Basileia (Sui£) -- M. Telavive (Isr), 2-2

(segunda mão, terça-feira, 25 de agosto)

Em Roma, a Lazio levou de vencida pela margem mínima (1-0) os alemães do Bayer de Leverkusen e, na Bielorrússia, o BATE Borissov conseguiu o mesmo resultado diante dos sérvios do Partizan de Belgrado.

Valência ganha vantagem diante do Mónaco


O início de temporada do Valência tem sido tudo menos tranquilo. As indefinições no grupo de trabalho são mais que muitas, o mercado de transferências cria mais dúvidas que esperanças e dentro das quatro linhas, a equipa esteve longe de convencer nos amigáveis de preparação.


Tudo mudou com o primeiro jogo a doer, o “playoff” de acesso à Liga dos Campeões frente ao Mónaco. Um duelo entre velhos conhecidos, não necessariamente pelo histórico de duelos entre ambas as formações mas pela quantidade de jogadores recrutados no futebol português (cada equipa tem oito jogadores ligados a Jorge Mendes), mas já lá vamos.


Os adeptos que esgotaram o Mestalla tiveram direito a uma noite de gala, com o Valência a dar um passo importante rumo à liga milionária, igualando o resultado mais folgado da véspera, conseguido pelo “Man united”.


O Valência-AS Monaco opôs dois treinadores portugueses — Nuno Espírito Santo e Leonardo Jardim, respetivamente — e era o cabeça de cartaz da segunda noite da primeira-mão do “playoff” da Liga dos Campeões. O brasileiro ex-Benfica Rodrigo, logo aos 4 minutos, abriu o ativo. O croata Mario Pašalić restabeleceu a igualdade a abrir o segundo tempo, mas o empate durou apenas dez minutos. O espanhol Daniel Parejo recolocou o clube “che” em vantagem, e o argelino Sofiane Feghouli estabeleceu o 3-1 final, já na reta final do encontro.


No duelo entre portugueses, Nuno Espírito Santo levou a melhor sobre Leonardo Jardim. A equipa espanhola esteve sempre por cima mas diga-se em abono da verdade que o resultado acaba por ser demasiado pesado para os monegascos. Mereciam, no mínimo, regressar a casa com apenas um golo de desvantagem.


Dentro das quatro linhas, Rúben Vezo foi o único português a entrar nas opções de Nuno e não foi muito feliz: o golo do Valência nasceu de um corte incompleto do setubalense. Ricardo Carvalho, Bernando Silva e Ivan Cavaleiro foram titulares na equipa francesa, mas não estiveram ao nível habitual.



Os portugueses de Valência e Mónaco não foram os únicos a entrar em ação nesta segunda do “playoff” dos milhões. Em Elbasan, na Albânia, Eduardo, Ivo Pinto, Gonçalo Santos e Paulo Machado foram todos titulares na vitória do Dínamo Zagreb frente ao Skënderbeu, por 2-1, um triunfo garantido já nos descontos.


Além dos croatas, só o Shakhtar conseguiu vencer fora, ao impor-se ao Rapid de Viena pela margem mínima. Nos restantes jogos não faltaram golos.


O Celtic levou de vencida o Malmö por 3-2. Em Basileia, a equipa da casa permitiu um empate (2-2) frente ao Maccabi de Tel Aviv.