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Fim de semana sangrento na Síria poupa a vida de uma menina

Uma criança com cerca de 3 a 4 anos foi resgatada este domingo dos escombros de um bairro residencial atingido por um dos vários bombardeamentos de

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Fim de semana sangrento na Síria poupa a vida de uma menina

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Uma criança com cerca de 3 a 4 anos foi resgatada este domingo dos escombros de um bairro residencial atingido por um dos vários bombardeamentos de sábado da força aérea da Síria. Os fiéis ao Presidente Bashar al-Assad alvejaram alegadas posições controladas por rebeldes, a nordeste da capital Damasco, e deixaram em ruínas vários edifícios.

Mais de 50 cadáveres foram retirados dos escombros. A menina, porém, sobreviveu e depois de passar a noite indefesa sob os escombros, foi salva já este domingo.


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Posted by ‎سوريا عاجل Syria Breaking‎ on Domingo, 23 de agosto de 2015

Já este domingo, também, um grupo não identificado de rebeldes antigoverno atacou com morteiros a prisão central da capital síria. O bombardeamento, em jeito de contraofensiva aos da força aérea, aconteceu à hora das visitas. Pelo menos 14 pessoas morreram e mais de cinquenta terão ficado feridas.

Há guardas prisionais entre as vítimas, mas a maioria serão civis. “A maior parte das vítimas são visitantes, em especial mulheres e crianças que vinham visitar familiares”, adiantou Nabil al-Ghajari, o diretor da prisão central de Damasco, conhecida pelo nome Adra.


O ataque à prisão foi apenas mais um dos muitos que ocorreram este fim de semana, na Síria. Já este domingo, noutros ataques contra alegadas posições rebeldes, em várias províncias como Latakia ou Idleb, o exército sírio terá feito mais de uma centena de mortos, alegando ter destruído diversos armamento pesado dos diversos grupos insurgentes que combate e que classifica como “terroristas”: a Frente al-Nusra, a célula síria da Al-Qaida ou o autoproclamado grupo Estado Islâmico.

Há mais de quatro anos que a Síria é palco de conflitos armados. De acordo com dados do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, pelo menos 240.000 pessoas já terão morrido em resultado destes conflitos.