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Mercados europeus voltam a sorrir com estímulos económicos na China

A decisão de cortar as taxas de juro e de reduzir ainda mais os rácios de reservas dos bancos injetou confiança nos mercados e as praças europeias apresentavam fortes ganhos a meio da sessão.

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Mercados europeus voltam a sorrir com estímulos económicos na China

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As medidas anunciadas esta terça-feira pela China para tentar reanimar a segunda maior economia do mundo não chegaram a tempo de evitar uma nova hecatombe na Bolsa de Xangai, que afundou mais de 7,6%. Mas, a decisão de cortar as taxas de juro pela quinta vez desde novembro e de reduzir ainda mais os rácios de reservas dos bancos, injetou confiança nos mercados e as praças europeias apresentavam fortes ganhos a meio da sessão.

Para um analista do Baader Bank, “o clima na China irá melhorar um pouco quando se aceitar que o crescimento a dois dígitos acabou. Mas a China continua a crescer e continua a ser um importante ator a nível mundial. Os mercados vão começar a melhorar. Na Europa, também há uma necessidade de recuperar. Por exemplo, em França e em Espanha ninguém comprou carro novo nos últimos dois ou três anos. Assim, enquanto a economia mundial no seu todo estiver a estabilizar não há motivo de preocupação”.

Após o encerramento da negociação em Xangai, o Banco Popular da China anunciou, esta terça-feira, o corte das taxas de juros de referência em 25 pontos base. Os juros nos empréstimos a um ano caíram assim para 4,6% enquanto a remuneração dos depósitos a um ano baixou para 1,75%

O rácio das reservas dos bancos foi cortado em 50 pontos base, para devolver liquidez às instituições e o banco central decidiu também injetar mais dinheiro no sistema financeiro: 150.000 milhões de yuans, mais de 20.000 milhões de euros.