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Bruxelas: Primeiro-ministro húngaro procura apoios a política migratória que defende

De visita a Bruxelas, o primeiro-ministro húngaro endureceu, esta quinta-feira, o discurso em relação à crise migratória que afeta o velho

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Bruxelas: Primeiro-ministro húngaro procura apoios a política migratória que defende

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De visita a Bruxelas, o primeiro-ministro húngaro endureceu, esta quinta-feira, o discurso em relação à crise migratória que afeta o velho continente.

Viktor Orbán esteve reunido com o presidente do Parlamento Europeu. Disse que o problema dos refugiados, grande parte sírios que fogem da guerra, é alemão e não do velho continente. Também deixou claro que não se deslocou à capital belga para falar de dinheiro mas sim de regulação.

“O certo, do ponto de vista moral e humano, é dizer não venham. Porque é que têm de partir da Turquia para a Europa? A Turquia é um país seguro. Fiquem lá. É arriscado sair. Não podemos garantir a aceitação aqui”, sublinhou o chefe de Governo húngaro.

O presidente do Parlamento Europeu, por outro lado, disse que é errado considerar este um problema da Alemanha, atendendo ao facto de que a maioria dos migrantes não quer ficar na Hungria, mas antes seguir viagem para países mais ricos da Europa.

Martin Schulz apelou ao contributo da Hungria para se alcançar “uma solução europeia comum” e sublinhou que “medidas individuais não solucionam o problema”: “O Acordo de Schengen está claramente sob ameaça. Se não resolvermos o problema, então, a ameaça à livre circulação aumentará. Faço parte do grupo dos que não estão preparados para reduzir um direito fundamental dos cidadãos europeus, que não o colocam em causa porque há um afluxo de refugiados na União Europeia.”

Para Martin Schulz nesta fase vê-se muito egoísmo, contrário aos valores comunitários.

Sándor Zsíros, euronews:“Em Bruxelas, Viktor Orbán procura apoios à politica migratória estrita que defende. Sexta-feira estará em Praga para um encontro com chefes de Governo da Europa central que também se opõem às novas propostas de asilo da União Europeia.”