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"Os preços do petróleo vão subir de novo"

Os preços do petróleo subiam esta quinta-feira. O barril de Brent negociava nos 51 dólares, enquanto em Nova Iorque o preço do ouro negro situava-se

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"Os preços do petróleo vão subir de novo"

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Os preços do petróleo subiam esta quinta-feira. O barril de Brent negociava nos 51 dólares, enquanto em Nova Iorque o preço do ouro negro situava-se nos 48 dólares.

O mercado parece tentar encontrar o preço justo, depois do anúncio de uma forte subida das reservas de petróleo dos Estados Unidos e a diminuição da produção norte-americana.

Mas o preço do petróleo tem vindo a afundar-se desde 2012, quando negociava nos 118 dólares por barril, tendo atingido os 42 dólares no mês passado.

Para analisar esta situação entrevistámos Nour Eldeen Al-Hammoury da ADS Securities.

Euronews: Os preços do petróleo continuam a ser um iô-iô. Será que vão estabilizar num futuro próximo ou vão descer abaixo dos 30 dólares, como dizem alguns analistas?

Nour Eldeen Al-Hammoury:Temos de olhar para a situação atual. Os fundamentos são os mesmos por agora e sabemos que não vamos substituir o petróleo, pelo menos nos próximos dez anos. A procura mundial de petróleo é grande e não se prevê uma descida.

As descidas que se têm sucedido vão provavelmente parar e os preços do petróleo vão subir de novo. E as subidas desta semana testemunham o anúncio de uma provável situação de estabilidade.

E: E quanto é que pode atingir esta descida?

NEA: Deve atingir os níveis esperados atualmente, mas não esperamos uma queda dos preços mais pronunciada do que a dos últimos dias.

E: Por que razão é que a OPEP se limitou a deplorar a situação, sem intervir?

NEA: Os preços não atingiram um nível de colapso, lembrado por alguns que falam mesmo de uma espécie de grande crise. Haverá um acordo da OPEP e neste sentido ouvimos nos últimos dias ecos sobre uma provável intervenção da parte desta organização ou mesmo a realização de uma reunião extraordinária para encontrar uma solução para o problema dos preços do petróleo, mas os últimos aumentos podem fazer com que a reunião não se realize. Poderá ter lugar no mês de dezembro.