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Refugiados afegãos: Um regresso amargo

Enquantos muitos deixam os países de origem, no Afeganistão regressa-se a casa. Mas a incerteza continua.

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Refugiados afegãos: Um regresso amargo

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Numa altura em que tanto se fala de refugiados a deixar os países de origem, há também histórias sobre regressos.

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Agora estamos a regressar a casa, mas infelizmente a guerra e a insegurança continuam.

Muitos refugiados afegãos até agora a viver no Paquistão estão a regressar ao país que deixaram há décadas, mas é um regresso amargo, um regresso à incerteza. A violência nas zonas fronteiriças entre os dois países, em ambos os lados da fronteira, tem vindo a crescer.

Rahim regressa ao fim de 28 anos: “Fomos para o Paquistão para escapar aos bombardeamentos e à insegurança no Afeganistão. Perdi tudo durante a guerra civil, refugiámo-nos aqui. Agora estamos a regressar a casa, mas infelizmente a guerra e a insegurança continuam. Depois do ataque à escola em Peshawar, a situação piorou para os refugiados afegãos a viver no Paquistão. Sempre que íamos ao mercado, a polícia assediava-nos para que lhes pagássemos subornos. A vida tornou-se insuportável”.

O massacre de 141 estudantes por parte de homens armados talibã, em dezembro, em Peshawar, no noroeste do Paquistão, foi apenas um de muitos episódios de violência nas zonas fronteiriças e reavivou as tensões entre os dois países.