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Refugiados recusam campos da Hungria: "Queremos ir embora"

Na Hungria, milhares de migrantes e refugiados recusam ser enviados para campos e exigem poder passar para a Alemanha. O braço-de-ferro continua.

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Refugiados recusam campos da Hungria: "Queremos ir embora"

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Na fronteira entre a Hungria e a Sérvia, milhares de migrantes retidos exigem poder continuar a viagem para outros países da União Europeia, sobretudo a Alemanha, e recusam a decisão de serem colocados em campos de refugiados.

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A União Europeia continua a tratar-nos assim e empurra-nos para os camiões da morte.

O governo húngaro decidiu abrir novos campos para alojar estes migrantes e refugiados, vindos em grande parte da Síria.

Na estação ferroviária de Budapeste de onde partem os comboios para a Áustria, a situação é caótica. Um refugiado lembra a sorte dos 71 encontrados mortos num camião na Áustria: “A União Europeia continua a tratar-nos assim e empurra-nos para os camiões da morte”, diz Abdulrahman.

As últimas notícias dão conta de um grupo que decidiu deixar a estação de comboios e se dirige a pé para a fronteira com a Áustria. O alto comissariado da ONU para os refugiados (ACNUR) está preocupado: “As pessoas precisam de saber, de poder conhecer a sorte que lhes está reservada, para poderem tomar a decisão certa”, diz a representante do ACNUR na Hungria, Monsterrat Feixas VihéIf.

A Hungria tem, ao todo, 12 campos de refugiados, centros de detenção e centros de registo. Em breve, vão ser abertos mais campos.

Do lado sérvio da fronteira, a situação parece agora mais calma. São muitos aqueles que continuam à espera de uma oportunidade para poderem passar. Com a fronteira protegida por arame farpado e fortemente guardada, a passagem para o outro lado faz-se a conta-gotas.