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Hungria fecha a porta aos imigrantes e começa a abrir-lhes as prisões

Segundo a nova lei, quem entre ilegalmente no país será tratado como um criminoso e arrisca a prisão ou a deportação

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Hungria fecha a porta aos imigrantes e começa a abrir-lhes as prisões

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Segurança reforçada na fronteira entre a Sérvia e a Hungria. Budapeste fechou completamente as portas aos imigrantes, esta noite, quando entrou em vigor a nova lei segundo a qual quem entre ilegalmente no país será tratado como um criminoso e arrisca a prisão ou a deportação.

Foi o que aconteceu a três homens que passaram por baixo da vedação de arame farpado que separa os dois países.

Os 3 homens, aparentemente sírios, foram os primeiros a serem detidas ao abrigo da nova lei.

Desde então, vários outros tiveram igual destino.

Impedidas de entrar na Hungria, cerca de 500 pessoas – sobretudo sírias – passaram a noite ao relento, em território sérvio.

Em julho, a Hungria declarou que a vizinha Sérvia como um país “seguro” para os imigrantes pelo que, segundo Budapeste, quem lá chega deve pedir asilo imediatamente.

O governo de Budapeste justifica as medidas draconianas com “um recorde de travessias ilegais da fronteira” esta segunda-feira quando cerca 10.000 pessoas tentaram alcançar território da União Europeia. O executivo húngaro continua a defender o direito do país a “proteger as suas fronteiras”.