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Vladimir Putin: "Apoiamos o governo sírio (...) porque ele enfrenta uma agressão terrorista"

Em visita ao Tajiquistão, o presidente russo, respondeu às acusações de Washington relativas ao envio de equipamento militar e soldados para o norte

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Vladimir Putin: "Apoiamos o governo sírio (...) porque ele enfrenta uma agressão terrorista"

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Em visita ao Tajiquistão, o presidente russo, respondeu às acusações de Washington relativas ao envio de equipamento militar e soldados para o norte da Síria.

Vladimir Putin defende a sua estratégia para o país e acredita que, sem o seu apoio a Bashar al-Assad, “a crise migratória seria ainda pior”:

“Apoiamos o governo sírio, tenho de frisá-lo, porque ele enfrenta uma agressão terrorista, disponibilizámos militares e apoio técnico e continuaremos a fazê-lo se necessário. E pedimos aos outros países que se juntem a nós.”

Oficialmente a Rússia está presente, militarmente, na Síria apenas no porto de Tartus, um dos redutos de Bashar al Assad. Esta base russa é a única que o país tem no mar Mediterrâneo e data da Guerra Fria.

Mas de acordo com várias fontes, incluindo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, as forças armadas russas estão a aumentar o número de pistas nos aeroportos de Hamimim e Hamidiya para permitir a aterragem de aeronaves, em grande escala. A mesma fonte garante que o equipamento utilizado e o pessoal militar russo desembarcou em Hamimim nas últimas semanas.

Segundo a agência de notícias Reuters, citando fontes ocidentais e russas, Moscovo está a enviar sistemas de artilharia antiaérea móvel para a Síria, que serão operados, principalmente, pelo exército russo. Este sistema não poderá servir, pelo menos para já, para combater o autoproclamado Estado Islâmico que não dispõe de aviões. Ainda assim, o discurso russo mantém-se:

“Há, naturalmente, equipamentos militares que estão a caminho e outros que serão enviados para a Síria. Que são, inevitavelmente, acompanhado por especialistas russos, que ajudam a ajustar o equipamento, treinam os militares sírios, não há nenhum mistério ou segredo nisso”, afirmou Sergei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo.

Para os Estados Unidos as intenções russas não são claras e num sítio, na internet, da Bielorrússia, que se diz independente, foram publicadas fotografias de soldados russos, alegadamente, na Síria. Fontes libanesas terão garantido à Reuters que as tropas russas estão a participar nos combates ao lado de Assad. Moscovo não comenta a informação.