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Bruxelas: Taxistas europeus em protesto contra aplicação para telemóveis "Uber"

Centenas de taxistas de vários países da Europa concentraram-se, esta quarta-feira, em Bruxelas, no “bairro europeu” – onde se encontram as sedes de

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Bruxelas: Taxistas europeus em protesto contra aplicação para telemóveis "Uber"

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Centenas de taxistas de vários países da Europa concentraram-se, esta quarta-feira, em Bruxelas, no “bairro europeu” – onde se encontram as sedes de várias instituições – em protesto contra a “Uber”, uma aplicação de telemóvel que conecta pessoas a motoristas privados.

Os taxistas pedem à Comissão Europeia para proibir as operações da empresa no velho continente.

“Desde que a Uber chegou à Suíça o nosso volume de negócios não parou de cair. Percebemos que a Uber trabalha, mas de forma obscura”, denuncia o taxista Gharbi Mohammed.

Os taxistas dizem que a empresa norte-americana não paga impostos. Através das palavras de Mark MacGann, a “Uber” devolve as acusações e alega que os taxistas abusam da “posição dominante”: “Os taxistas beneficiam de uma espécie de monopólio que não é contestado. A utilização da via pública ou o estacionamento em lugares públicos são alguns direitos reservados ao setor. A Uber surge como um complemento dos transportes públicos e dos táxis.”

Com os serviços prestados, a “Uber” diz que pode criar mais de 250 mil empregos no velho continente ao longo dos próximos dois anos. Os taxistas, como Saibi Najia, falam em concorrência desleal: “A Uber faz os Governos acreditarem que vai gerar emprego, mas isso não é verdade porque grande parte das pessoas que trabalham para a Uber têm um trabalho e fazem outro extra, livre de impostos. A empresa não foi criada nos países onde pratica este tipo de funções para não ter encargos. Não paga nada.”

Em setembro, a Comissão Europeia deu início aos trabalhos de averiguação para determinar se a aplicação é uma empresa de transportes ou um serviço digital.