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Burkina Faso: repressões violentas contra os oponentes ao golpe de estado

No Burkina Faso, os oponentes ao golpe de Estado queixam-se de repressões violentas por parte do exército. A Comunidade internacional condenou o

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Burkina Faso: repressões violentas contra os oponentes ao golpe de estado

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No Burkina Faso, os oponentes ao golpe de Estado queixam-se de repressões violentas por parte do exército.

A Comunidade internacional condenou o golpe de estado, exigindo a libertação imediata do Presidente interino e do primeiro-ministro, feitos reféns por militares em Ouagadougou.

O secretário geral da ONU, Ban Ki moon, pediu contenção aos militares revoltosos.

O general Gilbert Diendéré foi proclamado presidente pelos golpistas, que anunciaram na televisão pública a demissão do presidente e a dissolução do governo de transição.

Um porta-voz dos revoltosos anunciou a instauração do recolher obrigatório em todo o território nacional, e o encerramento das fronteiras terrestres e aéreas do Burkina Faso.

Entretanto, os confrontos alastram no país. Na povoação natal do general Diendéré, antigo chefe do Estado-maior, populares incendiram-lhe a casa.

O balanço de vítimas não é claro. Testemunhas no hospital de Ouagadougou referem pelo menos seis mortos e sessenta feridos.

Michel Kafando, o primeiro-ministro Isaac Zida, e pelo menos dois ministros foram, na quarta-feira, detidos por elementos do Regimento de Segurança Presidencial, favoráveis ao ex-Presidente Blaise Compaoré, derrubado em outubro de 2014 após 27 anos no poder.