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Dia de todas as decisões na Reserva Federal com Brasil à escuta e preocupado

Dia de todas as decisões na Reserva Federal Americana (FED, na sigla inglesa). Os olhos da economia mundial estão focados na reunião do regulador

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Dia de todas as decisões na Reserva Federal com Brasil à escuta e preocupado

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Dia de todas as decisões na Reserva Federal Americana (FED, na sigla inglesa). Os olhos da economia mundial estão focados na reunião do regulador americano, iniciada quarta-feira, e da qual deverá sair esta quinta-feira uma decisão sobre as taxas de juros de referência da maior economia do planeta e que terá natural impacto global.

Irá o índice bancário americano voltar a subir 7 anos depois de ter sido forçado a cair para valores próximo de “zero” ou irá manter-se estagnado sobre a linha de água?

A taxa de referência entrou no novo milénio acima dos 6 por cento. Depois de ter merecido um impulso há cerca de 12 anos, na véspera da crise mundial de 2008, que rebentou exatamente nos Estados Unidos, situava-se acima dos 5 por cento. Para estimular a recuperação económica após a crise, a FED estagnou-a próximo do “zero”.

No final do ano passado, o regulador admitiu a estratégia de voltar a impulsionar o índice de referência. O que, até agora, ainda não aconteceu e há quem saliente, como o Fundo Monetário Internacional e algumas economias emergentes dependentes do valor do dólar, que ainda não será o momento.

Eric Weigan, do US Bank, espera pelo menos transparência, da parte da FED. “É de facto muito importante que seja possível tirar conclusões face a todo o ceticismo sobre se irá haver aumento ou não das taxas de juro. Mas também pode vir a revelar-se frustrante se decidirem adiar a transparência sobre a trajetória que vai ser seguida pela Reserva Federal”, referiu Weigan.

Face à desvalorização da moeda chinesa (yuan) e a turbulência provocada nos mercados pelo abrandamento da segunda maior economia do mundo somada a uma inflação americana que se mantém nos 0,2 por cento, se a FED decidir manter as taxas de juro estagnadas, continuará a adiar o que anunciou no final do ano passado e isso poderá criar desconfiança nos mercados sobre a forma de atuação do regulador americano.

Se decidir aumentar o índice, o dólar sairá valorizado e a bola de neve irá atropelar algumas das economias emergentes, como, o Brasil, cuja economia está dependente da divisa americana. A expectativa é, por isso, grande para ouvir o comunicado de Janet Yellen, a presidente da FED.

(“Amanhã [quinta-feira] às 2h30 da tarde [19h30, em Lisboa]: presidente Yellen em conferência de imprensa”)