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Hungria agride migrantes. "Inaceitável", diz a ONU

Durante a tarde, um grupo de migrantes começou a atirar garrafas de plástico vazias contra a polícia de choque húngara. A resposta veio sob a forma de gás lacrimogéneo e bastonadas. O secretário-geral

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Hungria agride migrantes. "Inaceitável", diz a ONU

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Quase três dezenas de migrantes foram detidos pelas autoridades húngaras durante os confrontos que eclodiram, esta quarta-feira, na fronteira da Sérvia com a Hungria.

Budapeste afirma mesmo que prendeu um alegado “terrorista”, que estaria referenciado pelos serviços de segurança.

A situação esteve mais calma durante a noite.

A representante na Hungria do Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) disse estar “angustiada” por “ver pessoas que foram feridas, por ver crianças a chorar porque ficaram separadas dos pais”. Montserrat Feixas Vihé considera que “a violência podia ter sido evitada”.

Durante a tarde, um grupo de migrantes começou a atirar garrafas de plástico vazias contra a polícia de choque húngara. A resposta veio sob a forma de gás lacrimogéneo e bastonadas.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon considerou ser “inaceitável” a forma como a Hungria está a tratar os migrantes e refugiados. Os confrontos ocorreram no posto fronteiriço que separa Roszke de Horgos, na Sérvia, que foi o principal ponto de passagem para os migrantes até ter sido fechado no início da semana.

A rota migratória desvia-se entretanto através da Croácia. Cerca de 1300 migrantes entraram ontem no país, provenientes da Sérvia, mas têm de ter cuidado com as minas que restam da guerra dos Balcãs. Zagreb vai enviar peritos em desminagem para a região fronteiriça de forma a evitar tragédias.