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Musica: William Christie faz reviver a música barroca nos jardins da sua casa de campo

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Musica: William Christie faz reviver a música barroca nos jardins da sua casa de campo

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Nos jardins de William Christie é um festival muito original. Um festival de música barroca, ao ar livre, entre sebes talhadas, plantas aquáticas e

Nos jardins de William Christie é um festival muito original. Um festival de música barroca, ao ar livre, entre sebes talhadas, plantas aquáticas e espelhos de água. Um festival onde não existe a barreira entre artistas e público

O americano que deu a descobrir aos franceses a sua própria música barroca, organiza, nos jardins da casa de campo na Vendeia francesa, um evento muito especial, que celebra as duas grandes paixões da sua vida: os jardins e a música.

William Christie recebeu Musica! na sua casa de campo durante o festival. Confiou-nos pequenos segredos, explicou-nos o que o anima, de onde vem o seu fascínio pelos jardins e como surgiu este jardim que pudemos admirar, que considera “um gesto de gratidão, por toda uma educação de muitos anos, obviamente muito eclética, diversificada e cosmopolita, que integra influências francesas, italianas, inglesas, americanas.”

Em colaboração com o seu grupo mundialmente famoso, Les Arts Florissants, William Christie convidou jovens artistas da sua Academia e alguns músicos promissores da prestigiada Julliard School de Nova Iorque, para atuarem no festival. Com o tenor de ópera Paul Agnew, executam, ao fim da tarde, concertos breves, nos recantos deste jardim que é outra das paixões de William.

Na música e nos jardins, este apaixonado da cultura e da natureza encontra paz e consolação. “Tal como acontece com a música, num jardim nunca estamos sozinhos”, acrescenta.

Criou o jardim da sua casa de campo na Vendeia “a partir do zero”. Era um projecto que o acompanhava desde a adolescência, e que começou a realizar em 1985, tornando o seu sonho realidade. Nasceu assim um jardim que integra uma série de aspetos que se inspiram de jardins italianos do século XVII e jardins ingleses e americanos do final do século XIX.

Sobre o seu trabalho com o grupo Les Arts Florissants, William Christie sublinha o “enorme orgulho”: “Participámos numa das mais importantes aventuras musicais do fim do século XX.”