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Vettel vence em Singapura, Hamilton abandona mas continua tranquilo

O Grande Prémio de Singapura em Fórmula 1 até pode ter sido ganho por um nome diferente do habitual mas isso não quer dizer que a corrida tenha sido

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Vettel vence em Singapura, Hamilton abandona mas continua tranquilo

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O Grande Prémio de Singapura em Fórmula 1 até pode ter sido ganho por um nome diferente do habitual mas isso não quer dizer que a corrida tenha sido emocionante. Antes pelo contrário.

Os três primeiros na grelha de partida foram também os três primeiros a cortar a linha da meta sem nunca terem trocado a ordem ao longo da corrida. Sebastian Vettel dominou do início ao fim e o momento mais emocionante até aconteceu quando um adepto se lembrou de dar um passeio ao longo da pista.

O alemão somou o 42º triunfo no grande circo e é agora o terceiro piloto com mais vitórias, ultrapassando Ayrton Senna. À sua frente, só Michael Schumacher e Alain Prost.

O líder do mundial de pilotos, Lewis Hamilton, teve sempre dificuldades em andar entre os mais rápidos e acabou por abandonar com problemas na caixa de velocidades.

Ainda assim Nico Rosberg não soube aproveitar e não foi além da quarta posição, atrás ainda de Ricciardo e Räikkönen. Está agora a 41 pontos do inglês.

Quanto a Vettel, ocupa a terceira posição no mundial a 49 pontos de Hamilton.

Crashgate

A 28 de setembro de 2008, o circuito de Marina Bay, em Singapura, foi palco da primeira corrida noturna de sempre na Fórmula 1. No entanto, a corrida acabou por ficar para a história por um motivo completamente diferente.

Afinal de contas, é relativamente normal as equipas darem ordens aos seus pilotos mas nunca ninguém foi tão longe como a Renault, que pediu a Nelson Piquet que provocasse um acidente.

O brasileiro cumpriu, na 14ª volta, o safety car entrou em pista e todos os pilotos aproveitaram para trocar de pneus… todos menos o seu companheiro de equipa, Fernando Alonso, que tinha largado de um modesto 15º lugar e já tinha parado nas boxes.

O espanhol não mais largou o comando. Inicialmente Piquet atribuiu o despiste a um erro, com a sua dispensa da Renault a verdade veio ao de cima. Tratou-se de uma ordem de equipa.

Os franceses começaram por negar as acusações mas acabaram por se render às evidências e despediram os dois responsáveis, Flavio Briatore e Pat Symonds. Depois da saída da Renault, Nelsinho Piquet não mais voltou a conduzir um Fórmula 1.

Red Bull perde asas

A Red Bull Racing faz parte do Grande circo desde 2005. Dois anos depois, formou uma parceria de sucesso com a Renault, que se traduziu em quatro títulos mundiais consecutivos de pilotos e construtores. Esses dias estão a chegar ao fim.

A parceria entre a equipa austríaca e o construtor francês termina no final da temporada, o que na prática deixa a Red Bull sem motor para 2016.

Dietrich Mateschitz, o proprietário da equipa, já afirmou por várias vezes que se não conseguir um motor competitivo, deixa a Fórmula 1, o que reduz e muito as opções.

A Mercedes já disse que não estava interessada, sobra a Ferrari que também não parece muito disposta a ajudar um rival. Até é possível que as negociações cheguem a bom porto, mas nunca em pé de igualdade com a escuderia italiana.

Já a Volkswagen, até mostrou interesse em comprar a Red Bull mas nunca será uma solução de curto prazo uma vez que não pretende entrar na Fórmula 1 antes de 2018.