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China aposta na energia solar mas ainda a meio gás

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China aposta na energia solar mas ainda a meio gás

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Painéis solares, fabricados na China, até perder de vista. A China decidiu tornar-se líder mundial em energia solar. Em poucos anos, o país do

Painéis solares, fabricados na China, até perder de vista. A China decidiu tornar-se líder mundial em energia solar. Em poucos anos, o país do carvão, passou a apostar em painéis solares que revestem agora o deserto. O parque solar de Gao Tai terá 319km².. Três vezes o tamanho de Paris (cerca de 105km²):

“Antigamente isto era o deserto de Gobi, não havia nada para além de pedras que rolavam com o vento, não era uma região cultivável, antes não nos dava nada agora é um tesouro”, explica o diretor do parque solar Wei Liang.

Não muito longe, uma central que funciona a carvão, continua a poluir o céu. Mas a China percebeu que a dependência deste combustível fóssil é um verdadeiro problema. As cidades sufocam, a pressão da opinião pública aumenta, mas os seus esforços em direção às energias limpas não é suficiente principalmente tendo em consideração as capacidades naturais do país.

“Não é sempre como hoje, temos Sol mais de duzentos e oitenta dias por ano. No inverno faz muito frio, mas a associação a este céu azul profundo melhora o desempenho”, adianta Dong Zhen Oiang, o chefe da central solar.

As vantagens são claras: manutenção reduzida, ou seja poucos funcionários e os painéis da vida resistem cerca de 25 anos. Mas há também desvantagens. No deserto há muito poucos clientes para esta eletricidade que tem, portanto, de ser transportada para as regiões industrializadas do país e isso é o problema.

O desenvolvimento do parque solar foi mais rápido do que o das infraestruturas. O resultado: as centrais estão a produzir apenas 50% da sua capacidade.