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Tóquio 2020: Ministro japonês dos Desportos demite-se por causa do estádio olímpico

Lusa — O ministro japonês dos Desportos apresentou esta sexta-feira a demissão, na sequência da polémica em torno da construção do estádio para os

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Tóquio 2020: Ministro japonês dos Desportos demite-se por causa do estádio olímpico

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Lusa — O ministro japonês dos Desportos apresentou esta sexta-feira a demissão, na sequência da polémica em torno da construção do estádio para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. Em conferência de imprensa, Hakubun Shimomura disse manter-se no cargo até à próxima remodelação governamental, prevista para outubro, e pediu desculpa por ter causado “preocupação e problemas a muita gente” devido ao planeamento falhado para nova infraestrutura.

No final de julho, o projeto original para o estádio olímpico tinha sido chumbado pelo Governo japonês, depois de o orçamento ter ultrapassado bastante o previsto para as obras de um estádio que muita gente considerou de magnitude excessiva e com traços arquitetónicos desajustados. O estádio passou a ter um orçamento de 155.000 milhões de ienes (1131 milhões de euros), quase metade do valor previsto inicialmente, cujos custos dispararam até aos 252.000 milhões de ienes (1855 milhões de euros).

Um mês depois, o Governo aprovou um novo plano para o estádio de Tóquio, reduzindo o orçamento para aproximadamente metade e a lotação do recinto de 80.000 para 68.000 lugares. Na quinta-feira, uma comissão de inquérito independente responsabilizou ministério e conselho dos Desportos por várias falhas no planeamento da infraestrutura.

Face aos constantes problemas levantados pela construção do novo estádio, o Governo decidiu lançar novo concurso, prevendo que o novo recinto comece a ser construído em finais de 2016, para ficar concluído no início de 2020, ano do evento.

A demissão do ministro dos Desportos acontece quase um mês depois de o comité organizador das olimpíadas ter decidido “apagar” da história o logótipo apresentado no final de julho para os Jogos. O símbolo eleito foi acusado de plágio pelo autor do logótipo produzido há dois anos para o Teatro de Liège, na Bélgica.