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Obama e Putin tentam diálogo sobre a Síria

Com a Vladimir Putin a apoiar o presidente Bashar el-Assad, os EUA e a Rússia continuam de costas voltadas sobre o tema.

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Obama e Putin tentam diálogo sobre a Síria

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Com uma onda de refugiados há muito não vista, a solução tem de passar não só por acolhê-los, como também por um esforço em resolver os conflitos na origem. As palavras são de Barack Obama, nas Nações Unidas.

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Esses esforços (para acolher refugiados) devem ser acompanhados por um trabalho árduo de diplomacia e reconciliação para acabar com os conflitos que, muitas vezes, rasgam as sociedades.

A verdade é que os Estados Unidos são, muitas vezes, acusados de estar na origem ou de fomentar esses mesmos conflitos. Obama apela a que todos ajudem a solucioná-los: “Temos hoje cerca de 60 mil homens, mulheres e crianças obrigados a deixar as casas onde vivem, muitas vezes por culpa de conflitos no Médio Oriente e em África. Os países que podem devem fazer um esforço para acolher refugiados. Mas esses esforços devem ser acompanhados por um trabalho árduo de diplomacia e reconciliação para acabar com os conflitos que, muitas vezes, rasgam as sociedades”, disse o presidente norte-americano perante a Assembleia-Geral da ONU.

Esta segunda-feira, Obama deve encontrar-se com o presidente russo Vladimir Putin, que também discursa na ONU e mantém a defesa da legitimidade de Bashar el-Assad na Síria: “Só existe um exército legítimo na Síria, que é o do presidente Assad. Penso que dar apoio a estruturas ilegítimas é entrar em choque com a lei internacional e com a Carta das Nações Unidas. A Rússia só apoia estruturas legais e governamentais”, disse o presidente russo em entrevista.

Recentemente, a Rússia aumentou a presença militar na Síria, dando a entender que está pronta a atacar o grupo Estado Islâmico ao lado das forças leais a Assad.