Última hora

Última hora

Transportadores húngaros penalizados pelos controlos fronteiriços

A crise dos refugiados está provocar perdas às empresas de transporte húngaras devido às filas que se formam junto à fronteira. As autoridades

Em leitura:

Transportadores húngaros penalizados pelos controlos fronteiriços

Tamanho do texto Aa Aa

A crise dos refugiados está provocar perdas às empresas de transporte húngaras devido às filas que se formam junto à fronteira. As autoridades inspecionam todos os veículos suscetíveis de transportar pessoas ilegalmente.

O proprietário da transportadora Waberer, György Wáberer, explica que a situação atual pode acarretar perdas de três a cinco por cento: “Não conseguimos cumprir os prazos contratados pelo que temos de pagar multas. Se a situação se prolongar, provavelmente vamos ter de subir os preços dos nossos fretes.”

A crise dos refugiados está a ter algum impacto no turismo, pelo menos é o que dizem os responsáveis de algumas unidades hoteleiras de Budapeste que associam vários cancelamentos do mês de outubro à situação atual. Os turistas que se encontram na capital húngara descrevem experiências diferentes.

“Tivemos um atraso de hora e meia porque havia refugiados a cruzar a linha do comboio e a polícia teve de pará-los” – afirma uma turista sul-coreana. Já uma visitante da Nova Zelândia explica: “Chegámos ontem de avião e amanhã partimos de comboio, mas até ao momento ainda não vimos refugiados.”

A empresa pública responsável pela promoção turística da Hungria ainda não tem dados sobre o eventual impacto desta crise, mas o seu responsável, Péter Faragó, manifesta-se otimista.

“Os dados sobre um eventual impacto só vão estar disponíveis daqui a um par de meses, mas o que temos visto em Budapeste é que a situação é excelente, há muitos turistas e os números são bons. Vale a pena vir a Budapeste e à Hungria porque é um país seguro.”

“A maioria dos turistas não tem medo da crise dos refugiados na Hungria como o demonstra a afluência na praça da basílica de Santo Estêvão num dia de semana” – concluiu a jornalista da euronews, Andrea Hajagos.