Última hora

Última hora

Risco de nova "intifada" entre israelitas e palestinianos

Israelitas e palestinianos à beira de uma terceira intifada. Na Cisjordânia ocupada, foram registados novos confrontos entre manifestantes e

Em leitura:

Risco de nova "intifada" entre israelitas e palestinianos

Tamanho do texto Aa Aa

Israelitas e palestinianos à beira de uma terceira intifada. Na Cisjordânia ocupada, foram registados novos confrontos entre manifestantes e militares israelitas que mataram um adolescente num campo de refugiados próximo de Belém.

Este é o segundo jovem palestiniano abatido em menos de 24 horas pelo exército que endureceu as operações depois de quatro israelitas terem sido também assassinados nos últimos dias.

Bejamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita comenta:

“Convoquei os chefes das forças de segurança de Israel e ordenei a tomada de uma série de medidas adicionais a fim de evitar o terror e para deter e punir os autores dos distúrbios”.

Na aldeia perto de Tulkarem, na Cisjordânia centenas de pessoas participaram no funeral do jovem de 13 anos numa altura em que já poucos acreditam na possibilidade de uma paz negociada.

O primeiro-ministro palestiniano Hassan Khresha, disse à Euronews:

“O nosso povo e a geração que nasceu após o acordo de Oslo, quer agora terminar com este acordo, através deste tipo de resistência, é a sua própria resistência, porque estão a sofrer insultos diários”.

Ainda do lado palestiniano, o representante da Fatah , Moued Shaaban, comenta:

“O que precisamos agora de todo o mundo, especialmente da União Europeia é dizer a verdade, e que nos enviem protecção internacional para proteger os nossos”

A desconfiança é cada vez maior, sobretudo após as últimas eleições em Israel, que implementaram um governo de extrema-direita, no qual diversos ministros são abertamente contra um Estado palestiniano.

O correspondente da euronews reporta:

“Tensão e escalada da violência entre os dois lados, que vai apenas agravar ainda mais a situação, o que significa mais derramamento de sangue, a menos que a comunidade internacional intervenha para conseguir uma solução política, um compromisso que satisfaça ambas a partes”.