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Turquia: Partido pró-curdo HDP "à caça" de votos de emigrantes na Alemanha

A menos de um mês da repetição das eleições de 7 de junho na Turquia, das quais não saiu qualquer acordo para formação de um novo governo, os

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Turquia: Partido pró-curdo HDP "à caça" de votos de emigrantes na Alemanha

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A menos de um mês da repetição das eleições de 7 de junho na Turquia, das quais não saiu qualquer acordo para formação de um novo governo, os diversos partidos tentam reunir, para já, apoios fora de portas.

Depois do comício realizado em Estrasburgo, França, pelo atual Presidente turco, Recep Tayyp Erdogan, onde promoveu o voto no “seu” Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), Selahadin Demirtas, o líder do Partido Democrático do Povo (HDP), a força pró-curda na Turquia, deslocou-se a Frankfurt, na Alemanha, para apelar ao voto dos emigrantes.

(“O Presidente Erdogan apelou à união contra o terrorismo, faélando de paz, irmandade e prosperidade em Estrasburgo”)

Pela terceira vez, desde que lhes foi garantido o direito nas Presidenciais de 2014, os emigrantes turcos vão poder exercer o direito de foto no estrangeiro. São uma pequena parte dos 78 milhões de eleitores, mas podem ajudar a fazer a diferença, seja para permitir ao HDP voltar a ultrapassar os 10 por cento que lhe garante presença no parlamento, seja para dar a maioria ao partido mais votado, que por tradição é o AKP.
(“Imagens do comício de Demirtas em Frankfurt”)

O HDP tem o objetivo de “segurar” a presença curda no parlamento turco e, para isso, Demirtas pediu ajuda aos emigrantes turcos na Alemanha para voltar a “roubar” votos ao AKP, do atual primeiro-ministro interino Ahmet Davutoglu.

 

Legislativas turcas de 7 de junho:

1.° AKP: 40,87 % dos votos (258 deputados);
2.° CHP: 24,95 % (132 deputados;
3.° MHP: 16,29 % (80 deputados);
4.° HDP: 13,12 % (80 deputados

(É necessário conseguir pelo menos 10 % dos votos para garantir representação parlamentar)

Alguns do eleitores emigrantes que presenciaram o comício do HDP não acreditam em grandes surpresas nas eleições marcadas para 1 de novembro. “O AKP não quis uma coligação por causa do sonho de ter um regime presidencialista. Apenas ganharam tempo. Em especial face ao CHP (Partido Republicano do Povo, a segunda maior força política turca e principal oposição do AKP)”, referiu um dos presentes.

Uma militante revelou-se conformada: “Provavelmente, o resultado vai ser o mesmo. Quer dizer, é muito provável que o CHP e o AKP venham agora a formar uma coligação.”

Zeki Saatci, jornalista da equipa turca da euronews, deslocou-se a Frankfurt para acompanhar o comício de Selahadin Demirtas e, concluindo, sublinha a importância dos “2,8 milhões de eleitores turcos registados no estrangeiro”: “Perfazem 5 por cento do eleitorado, o que pode significar os 10 por cento de votos necessários ao HDP ou permitir ao AKP voltar a governar sozinho.”