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Governador de Istambul bloqueia manifestações pelas vítimas do atentado em Ancara

O governador de Istambul proibiu a realização de manifestações em memória dos cerca de 100 mortos no atentado de sábado passado em Ancara, na

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Governador de Istambul bloqueia manifestações pelas vítimas do atentado em Ancara

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O governador de Istambul proibiu a realização de manifestações em memória dos cerca de 100 mortos no atentado de sábado passado em Ancara, na Turquia. O gabinete de Vasip Şahin justificou a decisão com a “sensibilidade do momento” e porque “os locais por onde a manifestação estava prevista decorrer eram zonas de uso frequente pelos cidadãos” nem estavam “entre os locais previstos na lei para realização de encontros e manifestações.”

A manifestação, em protesto contra o atentado de Ancara e em memória das vítimas, tinha sido marcada para a tarde desta terça-feira, em Istambul, por várias representações sindicais turcas, com diversos pontos de partida e um destino comum: a praça Beyazit.

(“Polícia intervém em Istambul diante de protesto contra os atentados de Ancara.”)

Seguindo as ordens do governador, a polícia bloqueou vários grupos de acederem às rotas delineadas para a manifestação, inclusive proibindo várias pessoas de embarcarem no “ferry” que liga, através do estreito do Bósforo, o lado asiático de Istambul à parte europeia. As autoridades alegavam que a manifestação para a qual se dirigiam era ilegal.

Um grupo com cerca de 1500 pessoas que pretendia iniciar o protesto na Universidade de Medicina de Cerrahpaşa foi impedido de sair dos jardins do estabelecimento de ensino. Os manifestantes encenaram um protesto no local, sentando-se no chão.

(“Milhares protestam em Ancara depois do atentado fatal em Ancara.”)

O colíder do HDP, o partido pró-curdo da oposição, esteve esta terça-feira em Istambul, de visita a família de uma das vítimas do atentado de sábado. Selahatin Demirtas criticou o governo por não respeitar o luto dos pessoas, em especial face À greve de dois dias decretada domingo pelos sindicatos que haviam promovido a manifestação pela paz que acabou por ser o alvo do atentado.

“As pessoas decidiram avançar para uma greve de dois dias e a polícia está carregar sobre os grevistas por todo o lado, obdecendo às ordens (do governo). Nem sequer se podem juntar três pessoas e manifestar-se. Só ele (o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu) pode manifestar-se. Nem sequer nos autorizam a realizarmos os nossos próprios funerais”, acusou Demirtas, para quem o número de vítimas mortais no atentado chega às 128, ao contrário dos 97 oficiais avançados pelo governo turco.

(“Infelizemente, depois da explosão a polícia decidiu lançar gás lacrimogéneo sobre as pessoas. O mesmo aconteceu após a explosões em Diyarbakir. Porquê?”)

O chefe de Governo, por seu turno, deslocou-se a Ancara. Acompanhado pela mulher, Ahmet Davutoglu depositou flores no local das explosões, próximo da estação central de comboios da capital turca.

10 Ekim'de kaybettiğimiz vatandaşlarımızın anısına…

A photo posted by Ahmet Davutoğlu (@ahmet_davutoglu) on

Não muito longe, na Universidade de Ancara, cerca de duas centenas de estudantes também se manifestavam em memória das vítimas do atentado. O próprio estabelecimento publicou pelas redes sociais (“tweet” em baixo) uma mensagem de condolências pela morte de um dos seus alunos no atentado de sábado.