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Judeu ortodoxo mata a tiro palestiniano de 18 anos e alega autodefesa

Três palestinianos foram mortos na manhã deste sábado de manhã depois de alegadamente terem tentado esfaquear israelitas em diferentes ataques, dois

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Judeu ortodoxo mata a tiro palestiniano de 18 anos e alega autodefesa

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Três palestinianos foram mortos na manhã deste sábado de manhã depois de alegadamente terem tentado esfaquear israelitas em diferentes ataques, dois deles em Hebron.


No primeiro, junto ao colonato de Beit Haddassah, em Hebron, um judeu ortodoxo matou a tiro um palestiniano, de 18 anos. O jovem foi identificado como Fadel Gawasmi. O judeu contou aos soldados que ocorreram ao incidente que o jovem o teria atacado com uma faca e que por isso respondeu a tiro.

(“Fadel Gawasmi goi morto ao início desta manhã por um colono em Hebron.”)

Um vídeo dos momentos após este caso surgiu nas redes sociais e está a levantar suspeitas de que os soldados israelitas teriam colocado uma faca no local para justificar a história do civil israelita.

Em Jerusalém Oriental, pouco depois, um outro jovem palestiniano, este de 16 anos, terá sido abordado por soldados para se identificar junto ao bairro de Armon Hanatziv, mas reagiu mal. O adolescente, identificado como Muataz Awisat e oriundo de Jabel Mukaber, também terá sacado de uma arma branca para tentar atacar os soldados e acabou abatido no local.

A polícia forense examina a faca usada pelo terrorista no ataque desta manhã no bairro de Armon Hanatziv.”)

Num terceiro caso, entretanto, revelado, de novo em Hebron, uma jovem palestiniana terá esfaqueado uma mulher polícia israelita. A agente terá conseguido sacar da arma de fogo e matou a alegada agressora.


Este caso passou-se junto ao Túmulo dos Patriarcas, onde o judaísmo alega estarem sepultados quatro casais bíblicos, entre eles Adão e Eva. Para os muçulmanos, o local é conhecido como a mesquita de Ibrahim.

(“Jovem muçulmana abatida a tiro por soldados israelitas junto a`mesquita de Ibrahim.”)

(“RElatório inicial: Polícia fronteiriça ligeiramente ferida numa tentativa de esfaqueamento no Túmulo dos Patriarcas, em Hebron. A terrorista foi morta no local.”)

Nas últimas duas semanas, mais de 40 palestinianos já terão sido mortos pelas forças de segurança israelitas. Uns no decorrer dos confrontos que espoletaram em meados de setembro junto à Esplanada das Mesquitas de Jerusalém e alastraram pela região, intensificando-se. Outros, após ataques isolados contra judeus. Do lado israelita, o balanço está nos 7 mortos, todos vítimas de ataques.


As restrições de acesso a muçulmanos à Esplanada das Mesquitas terá sido a gota de água da presente onda de violência, mas será a insistência israelita em construir mais colonatos nos territórios da Palestina a motivar a maior revolta, tendo inclusive provocado a rutura das negociações, no ano passado, do processo de paz entre as partes.


A última grande confrontação entre israelitas e palestinianos aconteceu no verão do ano passado, tendo Gaza como cenário e o Hamas como protagonista. Cerca de 2100 palestinianos, a maior parte deles civis, e 73 israelitas, a maioria soldados, morreram nessa altura.