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Israel reforça a segurança mas não trava a violência

Contra a violência, Israel reforça a segurança, mas o conflito com os palestinianos continua sem fim à vista

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Israel reforça a segurança mas não trava a violência

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Face ao ciclo vicioso de violência, que se reacendeu nas últimas semanas, Israel reforça a segurança. À saída dos bairros árabes de Jerusalém Oriental, multiplicam-se os postos de controlo e foi erguido um novo muro, que promete continuar a incendiar os ânimos na cidade que israelitas e palestinianos vêm como a sua capital.

O conflito matou, este domingo, mais um inocente: um agricultor da Eritreia. A polícia israelita pensou que este requerente de asilo estava envolvido no ataque a tiro na estação rodoviária de Beersheba, no sul de Israel, em que mais um “lobo solitário” palestiniano matou um militar e feriu uma dezena de pessoas.

Seguindo o conselho do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, são cada vez mais os israelitas que saem à rua armados. O governo quer aprovar até ao final do ano uma lei que permita enviar para a prisão crianças maiores de 12 anos, envolvidas em “atos de terrorismo”.

A comunidade internacional multiplica, sem sucesso, os apelos à calma. A França sugeriu o envio de observadores internacionais para a Esplanada das Mesquitas, mas a ideia foi rapidamente rejeitada por Israel e pelos Estados Unidos. No campo diplomático, o secretário de Estado norte-americano prepara uma nova ronda de encontros com as partes em conflito.