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KnAM, o melhor do teatro russo está de volta ao festival "Sens Interdit"

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KnAM, o melhor do teatro russo está de volta ao festival "Sens Interdit"

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É a terceira vez que o teatro KnAM, originário da Rússia, vem a Lyon para participar no festival internacional “Sens interdit”. Desde 2009, a cada

É a terceira vez que o teatro KnAM, originário da Rússia, vem a Lyon para participar no festival internacional “Sens interdit”. Desde 2009, a cada dois anos, o festival convida companhias de todo o mundo. São pouco conhecidas do grande público, mas, segundo o fundador e diretor artístico do festival, Patrick Penot, dão vida ao teatro de emergência. Tatiana Frolova e o Teatro Knam tornaram-se um “símbolo” do festival:

“Sabemos que há uma especificidade neste teatro KnAM que nasceu em Komsomolsk-na-Amur, a 8000 km de Moscovo. Este pequeno teatro, muito pequeno mesmo, tornou-se um epicentro de teatro documental mundial,” considera o diretor do festival “Sens Interdit”, Patrick Penot.

Depois de uma peça sobre a guerra na Chechénia e uma outra sobre a manipulação que os regimes políticos fazem sobre a memória coletiva e individual, desta vez Knam trouxe a Lyon uma peça sobre o suicídio; inspirada numa história real e
no conto “O Sonho de um Homem Ridículo” de Dostoiévski.

“As pessoas deixam este planeta por vontade própria, elas não querem viver connosco, percebe esta tragédia? Todos os anos, é uma cidade com o tamanho de Berlim que desaparece desta maneira. Em geral, enveredámos por um caminho errado, estamos num impasse … . Acho que tocamos um dos principais problemas de hoje. Para mim, é mais assustador do que todas as guerras e refugiados, porque estes últimos são uma consequência,” afirma a diretora do Teatro KnAM, Tatiana Frolova.

Como primeiro teatro privado da União Soviética, o KnAM valoriza muito a sua independência. A ausência de subsídios, permite uma grande liberdade de temas e linguagem, onde combinam o teatro russo realista com vídeo, fotografia, pintura e outras experiências.

“Quando há um tema que te dá a volta, uma ideia que queres expressar custe o que custar, isso é expresso através do olhar. O ator tem o corpo. E se esse corpo não mente, ele pode ser muito eloquente,” considera a atriz Elena Bessonova.

Cada vez mais conhecida na Europa, depois do Festival a Companhia não regressa a Komsomolsk-na-Amur. Ainda em novembro vai estar em Montpellier, Marselha e Paris, apresentando-se no Conservatório Nacional de Arte Dramática da capital francesa, onde Tatiana Frolova vai dar uma master-class em janeiro.