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Ucrânia: Eleições locais boicotadas em Mariupol

Trata-se, aparentemente, de uma manobra para impedir as forças pró-russas de vencerem.

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Ucrânia: Eleições locais boicotadas em Mariupol

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A Ucrânia foi às urnas para eleições locais, mas nem todo o país votou. Em Mariupol, a última cidade importante da zona de influência pró-russa ainda sob o domínio de Kiev, as assembleias de voto estiveram vazias, porque os boletins de voto, impressos numa tipografia controlada por um oligarca, antigo financiador de Yanukovich, não saíram do armazém.

Point of view

"A versão oficial é que os partidos patrióticos, ou favoráveis a Kiev, não tinham hipóteses de vencer em Mariupol e no Donbass, mas isso não é razão para impedir as pessoas de votar"

A comissão eleitoral achou que os boletins poderiam favorecer a fraude mas trata-se, aparentemente, de uma manobra para impedir as forças pró-russas de vencerem:
“A versão oficial é que os partidos patrióticos (favoráveis a Kiev) não tinham hipóteses de vencer em Mariupol e no Donbass, mas isso não é razão para impedir as pessoas de votar”, diz Olha Aivazovska, líder da ONGOPORA”.

Os responsáveis pelo boicote podem agora ter de enfrentar a justiça: “A Comissão Eleitoral Central mandou uma nota ao Ministério do Interior sobre a violação da lei por parte de membros da Comissão Eleitoral Local de Mariupol. Podem vir a ser condenados a penas de até sete anos de prisão”, diz Serhiy Yaroviy, vice-ministro ucraniano do Interior.

“As eleições em Mariupol e Krasnoarmiysk podem ter lugar até ao fim do ano, segundo o presidente Petro Poroshenko, que apelou ao parlamento para que adote emendas à lei eleitoral que permitam o voto nessas duas cidades o mais depressa possível”, conta a correspondente da euronews em Kiev, Maria Korenyuk.