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Volkswagen com prejuízos trimestrais de 3,48 mil milhões de euros

O resultado negativo da Volkswagen no terceiro trimestre do ano já era esperado, mas poucos conseguiram prever o real impacto do escândalo, a meio de

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Volkswagen com prejuízos trimestrais de 3,48 mil milhões de euros

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O resultado negativo da Volkswagen no terceiro trimestre do ano já era esperado, mas poucos conseguiram prever o real impacto do escândalo, a meio de setembro, da manipulação informática dos testes de emissões de CO2. Pela primeira vez, em cerca de 15 anos, a fabricante alemã registou um prejuízo trimestral e logo de 3479 milhões de euros.

Há um ano, no período homólogo, a marca alemã também registou 3230 milhões, mas de lucro. A queda fica a dever-se claro à descoberta, nos Estados Unidos, do uso nos motores dos veículos a gasóleo de um programa informático ilegal capaz de ludibriar os testes de emissões de gases e, com isso, conseguir altos benefícios para o fabricante.

A Volkswagen iniciou um procedimento de contingência e reservou 6700 milhões de euros para fazer face aos custos gerados. Esse dinheiro está já refletido nos resultados deste terceiro trimestre.

(“Herbert Diess, o presidente da volkswagen, pede desculpa pelo escândalos das emissões no Auto Show de Tóquio.”)

A receita das vendas até aumentou neste terceiro trimestre de 2015, em cerca de 5,3 por cento face ao período homólogo do ano passado. No final dos três primeiros trimestres, com um total de 160.263 milhões de euros (147.718 milhões no período homólogo do ano passado), beneficiando dos efeitos de taxas de câmbio, lê-se no relatório publicado esta quarta-feira.

Antevendo, no entanto, um impacto negativo nas vendas do quarto trimestre do ano, o presidente da gama de veículos de passageiros da Volkswagen, afirmou que “a confiança e a fé” dos consumidores “ é o que de mais importante” a marca tem.”

“Vamos fazer tudo o que pudermos para reconquistar a confiança na nossa marca e nos nossos produtos. Vamos descobrir e revelar toda a verdade sobre o que se passou e vamos assegurar-nos de que algo assim nunca volte a acontecer”, afirmou Herbert Diess, no “Motor Show” de Tóquio, a primeira feira automóvel em que a Volkswagen participa desde que estalou o escândalo.

 

Escândalo no grande ecrã

Os estúdios de cinema Paramount Pictures e a produtor do ator Leonardo DiCaprio, a Appian Way, compraram os direitos de filmagem de um projeto de livro sobre o escândalo das emissões de CO2 dos veículos a gasóleo da Volkswagen. O livro está a ser escrito por Jack Ewing, jornalista do New York Times, e ainda não tem nome.

O grupo Volkswagen anunciou, após a primeira avaliação do escândalo e dos eventuais custos, anunciou o corte de 1000 milhões de euros por ano nos investimentos planeados. Em Palmela, a Autoeuropa tremeu.

O governo português fez saber, entretanto, através de um comunicado do Ministério da Economia divulgado a 16 de outubro, que que “o plano de investimentos em Portugal não foi minimamente alterado e que a nova unidade entrará em laboração até 2018”. a garantia terá partido do próprio Herbert Diess, em contacto telefónico com o ministro da Economia António Pires de Lima.

(“Sem ‘ses’. Sem ‘mas’. Sem ‘riscos’. Cada um dos novos veículos de passageiros da Volkswagen integrando a nova tecnologia Euro 6 cumprem o estrito regulamento europeu de emissões.”)