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Hallbarheten: Urbanismo sustentável na Suécia

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Hallbarheten: Urbanismo sustentável na Suécia

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O Hallbarheten pode ser confundido com um edifício residencial normal, mas uma inspeção mais minuciosa revela uma tecnologia bastante desenvolvida

O Hallbarheten pode ser confundido com um edifício residencial normal, mas uma inspeção mais minuciosa revela uma tecnologia bastante desenvolvida, com turbinas eólicas, painéis solares no telhado e pontos de carregamento para veículos elétricos e a gás. Toda esta tecnologia foi pensada para reduzir os custos energéticos.

Peder Berne mudou-se, com a família da cidade para um apartamento inteligente, no Hallbarheten, em Malmo: “Consigo controlar os meus consumos energéticos, com este interface. Posso acompanhar para onde vai a energia no apartamento. É possível ver as diferentes métricas, de compartimentos diferentes. Podemos entrar na cozinha. Consigo ver a temperatura ambiente na cozinha e defini-la. Também é possível observar a quantidade de energia que está a ser utilizada na cozinha neste momento e também o custo associado a essa energia. Esta é uma das três horas mais caras do dia. Pessoalmente, utilizo bastante as configurações de luz, as luzes ligam e desligam automaticamente, adaptando-se à iluminação ou à luminosidade do exterior, desta forma também posso colocar as máquinas de lavar roupa e louça a funcionar no horário mais económico.”

O objetivo deste edifício é testar soluções inteligentes para reduzir o consumo de energia com foco nas energias renováveis. Os investigadores estão a experimentar diversas tecnologias, em diferentes apartamentos, como o aquecimento urbano ou a utilização de biogás.

O edifício assenta nos pilares do desenvolvimento sustentável e encaixa-se perfeitamente na paisagem urbana. O diretor de urbanismo de Malmo, Christer Larsoon, conclui: “Os objetivos já foram alcançados. As fontes de energia são 100% renováveis, produzidas localmente, num sistema energético muito interessante com as turbinas eólicas, os painéis solares a foto voltagem e por aí fora… Mas se falarmos da urbanização como um todo, todos os 100 hectares, ainda não cumprimos o objetivo completamente. A meta é que toda a cidade seja ecológica e sustentável, até 2030. “

Uma meta que, a tornar-se realidade, será uma grande conquista para a defesa do meio ambiente.