Última hora

Última hora

Moscovici visita Atenas para supervisionar reformas e acertar agulhas sobre matérias delicadas

De visita a Atenas, o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Fiscalidade e Alfândegas iniciou esta terça-feira um périplo de

Em leitura:

Moscovici visita Atenas para supervisionar reformas e acertar agulhas sobre matérias delicadas

Tamanho do texto Aa Aa

De visita a Atenas, o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Fiscalidade e Alfândegas iniciou esta terça-feira um périplo de dois dias para se inteirar sobre a aplicação das reformas pactadas no terceiro programa de resgate.

Pierre Moscovici esteve reunido, entre outros, com o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, e com o ministro das Finanças, Euclides Tsakalotos para discutir as questões mais delicadas da negociação. As reuniões prosseguirão esta quarta-feira, dia em que está previsto um encontro com o ministro do Trabalho, Yorgos Katrúgalos.

A Grécia é chamada a tomar decisões difíceis para continuar a receber apoio dos credores internacionais. A este propósito, o presidente do Banco Europeu de Investimento, Werner Hoyer, também de visita à capital grega, apelou à ponderação: “Devemos reduzir despesas, onde quer que o possamos fazer, sem provocar danos. Se a redução de despesas conduzir a um corte em setores onde é muito importante continuar ou até mesmo expandir o trabalho, então existe um efeito prejudicial. Considero que fazer cortes em tudo o que está afeto à educação, investigação e inovação é prejudicial. Por isso, não efetuaria cortes nesses setores.”

Em Atenas, espera-se que Pierre Moscovici trate de matérias de grande divergência como a carteira de créditos de cobrança duvidosa, a possibilidade de levar a cabo execuções hipotecárias e a aplicação de 23% de IVA à educação privada.

Stamatis Giannisis, euronews – Apesar das garantias do governo grego, de que honrará todos os compromissos a tempo, o ceticismo continua a reinar entre os credores do país, que consideram que o ritmo e a profundidade das reformas ainda deixa muito a desejar.