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"Drones", a nova alavanca da evolução na exploração agrícola

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"Drones", a nova alavanca da evolução na exploração agrícola

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A tecnologia, hoje em dia, já faz parte da rotina de trabalho nos campos agrícolas. Sejam computadores, sistemas de geolocalização (GPS), tecnologias

A tecnologia, hoje em dia, já faz parte da rotina de trabalho nos campos agrícolas. Sejam computadores, sistemas de geolocalização (GPS), tecnologias de controlo, redes de informação, programas de análise e, agora, cada vez mais, os “drones”. As pequenas aeronaves controladas à distância estão a tomar conta do espaço aéreo das plantações um pouco por todo o mundo.

Na Alemanha, por exemplo, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Hubertus Paetow assume-se como um grande fã de “drones”. Este agricultor recorre regularmente a aeronaves telecomandadas para controlar e realizar análises ao solo nos campos de milho que possui.

“Posso introduzir os limites da minha plantação no telemóvel. Basta um desenho aproximado. Depois, uma aplicação calcula de forma automática a melhor rota de voo para o ‘drone’, tendo em consideração que eu pretendo os trajetos mais curtos possíveis”, explica-nos Paetow, ao mesmo tempo que controla o voo de uma das suas aeronaves.

(“É asim que as imagens dos ‘drones’ podem avaliar as condições das plantações e ajudar a melhorar as colheitas.”)

As imagens recolhidas pelo “drone” representam uma excelente fonte de informação acerca das plantações. Em pleno voo, através da câmara digital que integra, a aeronave pode “ver” coisas que de outra forma não seria possível.

“Nas imagens, consigo identificar pontos mais claros. Uma infestação de ratos, por exemplo, que pode ser controlada se soubermos exatamente onde os ratos estão ativos. (…) Ou uma área onde alguns pontos amarelos indicam uma infestação de piolhos. No outono, não aplicámos nenhum produto contra os piolhos ali e é por isso que agora vemos estes estragos. No resto do campo, pudemos precaver este ataque recorrendo a um inseticida”, diz-nos o agricultor.

(“Estima-se que a agricultura venha a ser responsável por 80 por cento do uso comercial dado a ‘drones’: ‘Horas de trabalho passam a minutos’.”)

Hubertus Paetow acrescenta que também se podem realçar zonas mais húmidas que o devido através das imagens recolhidas pelo “drone”, permitindo, por exemplo, se for necessário avançar para uma desidratação dessa parte da plantação — através de uma drenagem, por exemplo — para controlar a qualidade do solo.

As imagens aéreas podem revelar ao agricultor a existência de algumas hastes de milho dobradas pela chuva e pelo vento, que podem tornar a colheita difícil ou até mesmo impossível. É por informação como esta que os “drones” se tornaram uma ferramenta tão importante na agricultura.

(“A indústtria agrícola está a evoluir para a ‘Agricultura 3.0’ – Este artigo (em inglês) mostra-lhe o que precisa de saber.”)