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UE e África debatem migrações em altura "quente"

A Eslovénia anunciou novos controlos de fronteiras na véspera da cimeira. Na "selva" de Calais, os confrontos são agora diários.

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UE e África debatem migrações em altura "quente"

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A Eslovénia vai apertar os controlos nas fronteiras e introduzir barreiras na fronteira com a Croácia, para melhor controlar o fluxo de migrantes. Uma decisão tomada em vésperas da cimeira União Europeia-África em Malta, onde o tema das migrações vai ser discutido pelos 27 Estados-membros e pelos países africanos.

Point of view

As barreiras vão servir para direcionar os migrantes, impedir passagens descontroladas e a dispersão.

Em locais como Preševo, na Sérvia, amontoam-se centenas de migrantes e de refugiados, à espera de documentos que lhes permitam prosseguir a viagem pela Europa. Depois do endurecimento das políticas por parte da Hungria, a rota passa agora pela Macedónia, pela Sérvia, Croácia e, em muitos casos, pela Eslovénia também.

“A fronteira mantém-se aberta, mas vai ser monitorizada em certos pontos. As barreiras vão servir para direcionar os migrantes, impedir passagens descontroladas e a dispersão. Vão ser direcionados para os pontos de passagem, onde faremos tudo para controlar os fluxos”, explica o primeiro-ministro esloveno Miro Cerar.

Se este é um dos pontos quentes, outro é Calais, no norte de França, junto ao Canal da Mancha. Aqui, continuam cerca de 4500 migrantes concentrados num campo batizado “a selva”, à espera de uma oportunidade de passar para o Reino Unido. Pela terceira noite consecutiva, houve confrontos com as forças da ordem francesas.