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Associações britânicas ajudam migrantes de Calais a dar o "salto"

Em Calais, a situação é cada vez mais intolerável, tanto para os habitantes da área como para os milhares de migrantes à espera de passar para Inglaterra.

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Associações britânicas ajudam migrantes de Calais a dar o "salto"

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Em Calais, os confrontos entre a polícia e os milhares de migrantes que se concentram no campo a que chamam “a selva” duraram três noites consecutivas e nada indica que vão acabar por aqui.

Point of view

Estamos a facilitar a rebelião. Estamos a distribuir produtos que permitem saltar por cima das cercas. Se não lhes dermos isto, estas pessoas morrem geladas aqui.

A cidade do norte de França, junto ao Canal da Mancha, é um trampolim de passagem para o Reino Unido.

Algumas associações de ajuda estão a dar-lhes meios para furarem as barreiras e os controlos: “De alguma forma, estamos a facilitar a rebelião. Estamos a distribuir produtos que permitem saltar por cima das cercas. Se não lhes dermos isto, estas pessoas morrem geladas aqui”, diz Rick Mellang, fundador da associação “Yorkshire Aid”.

Mal acabou de dar esta entrevista, Rick Mellang foi detido pela polícia francesa.

Para os migrantes, chegar a Inglaterra é um sonho, mas para os residentes de Calais, esta situação é um pesadelo.

“Espero que façam alguma coisa para eles se irem embora. Não acho que farão, mas espero que pelo menos aumentem as medidas de segurança para os impedir para aqui e os mantenham no campo deles. A situação é absolutamente intolerável”, diz Bernard, um residente.

Bernard queixou-se também que teve de trancar todas as portas e janelas, já que um confronto entre um grupo de quase 200 migrantes e a polícia estava a desenrolar-se a poucos metros de casa. Os habitantes da zona organizaram uma vigília de apoio às forças de segurança.

Políticos entram em jogo

A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, candidata à presidência da região Nord Pas-de-Calais Picardie nas eleições regionais do próximo mês (e favorita nas sondagens), denuncia a impotência das forças da ordem e interpela diretamente o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve:

Já o primeiro-ministro Manuel Valls diz que, em Calais, “o Estado age com autoridade, firmeza e controlo, para assegurar a segurança de todos e no respeito pelos direitos humanos”: