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"Dispararam para o meio da multidão e gritaram Allah Akbar"

“Os terroristas dispararam diretamente para a multidão e gritaram “Allah Akbar” (“deus é grande”), contou um jovem que estava na sala de espetáculos

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"Dispararam para o meio da multidão e gritaram Allah Akbar"

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“Os terroristas dispararam diretamente para a multidão e gritaram “Allah Akbar” (“deus é grande”), contou um jovem que estava na sala de espetáculos Le Bataclan.

“Alguns homens invadiram a sala e começaram a disparar perto da entrada” afirmou a mesma testemunha. Depois de disparar “consegui ouvi-los a recarregar as armas” (…) O concerto parou e estavam todos deitados no chão e os homens não pararam de disparar contra as pessoas, um inferno”.

“Agarrei a minha mãe e atirámo-nos para o chão” afirmou outro sobrevivente. “Conseguimos fugir pelas portas de emergência mas continuámos a ouvir os tiros. Foi um pesadelo”. Esta testemunha garante que conseguiu ver as “silhuetas dos atacantes quando começaram a disparar”.

“A minha irmã está no Le Bataclan” afirmou Camille, de 25 anos. “Liguei-lhe, ela disse-me que havia um tiroteio e depois desligou”.

Daniel Psenny, um jornalista do jornal francês Le Monde, vive perto do Le Bataclan e foi atingido no braço. Daniel assistiu à tragédia através da janela e acabou por ir para a rua ajudar.

“Abri a porta do prédio e estava um homem caído no chão”, recorda o jornalista. “Com outro homem que não voltei a ver, puxamos o ferido para dentro. Fui atingido nesse momento….lembro-me de sentir algo forte a bater-me no braço esquerdo e vi sangue. Acredito que o atirador estivesse na janela do Le Bataclan. Depois levámos o ferido para o quarto andar. O homem tinha uma bala na perna, era norte-americano. Estava a vomitar e tinha frio, pensámos que ia morrer. Ligámos para os bombeiros mas não conseguiam chegar ao edifício. Liguei para uma amiga médica e ela explicou-me como fazer um garrote com a minha camisa. Ficámos presos até que a polícia entrou na sala de espetáculo”.

Um outro ataque ocorreu na rua Bichat, num restaurante, Le Petit Cambodia: “Foi surreal, toda a gente no chão, ninguém se mexia”, afirmou uma testemunha.
“Estava tudo calmo, ninguém percebia o que se estava a passar. Uma jovem foi carregada nos braços por um rapaz. Parecia morta”.