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Terrorismo e Síria no "menu" do G20

No G20 em Antalya, na Turquia, houve silêncio pelas vítimas do terrorismo em Paris. Obama e Putin falaram a sós sobre a Síria.

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Terrorismo e Síria no "menu" do G20

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Os ataques terroristas em Paris acabaram por roubar o protagonismo a outros temas, na cimeira que reúne os chefes de Estado e governo dos países mais industrializados do mundo e das principais economias emergentes. No início dos trabalhos, cumpriu-se um minuto de silêncio.

Point of view

Queremos mandar uma mensagem forte: Que somos mais fortes que qualquer forma de terrorismo (...) É algo que devemos às vítimas e famílias, mas também (...) aos muitos refugiados inocentes que fogem da guerra e do terrorismo.

Esta cimeira do G20 em Antalya, na Turquia, está a desenrolar-se sem a presença de François Hollande.

A chanceler alemã Angela Merkel falou em nome dos vários líderes: “Aqui, na cimeira do G20, queremos mandar uma mensagem forte: Que somos mais fortes que qualquer forma de terrorismo. Em França, o importante agora é trabalhar com as forças de segurança e autoridades para encontrar quem está por detrás dos ataques, os cúmplices e eventuais ligações. Acima de tudo, é algo que devemos às vítimas e famílias, mas também algo necessário para a nossa própria segurança e algo que devemos aos muitos refugiados inocentes que fogem da guerra e do terrorismo”.

Com esta frase, Merkel deu o mote para aqueles que são os outros grandes temas desta cimeira, temas intimamente ligados: O grande afluxo de refugiados à Europa e a procura de uma solução para o conflito na Síria.

Se a Rússia e os Estados Unidos passaram vários meses de costas voltadas, por culpa sobretudo do que se passa na Ucrânia, a atmosfera entre Barack Obama e Vladimir Putin parece agora mais pacífica. Nesta conversa de pouco mais de meia hora, os dois homens concordaram que a Síria precisa de uma transição democrática operada e liderada pelos próprios sírios. A tragédia do voo da Metrojet, alegadamente obra do grupo Estado Islâmico, foi também falada entre Obama e Putin.