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Que impacto terão os atentados de Paris na economia?

Algumas das principais atrações estão fechadas. Operadores turísticos e hotéis já começaram a receber cancelamentos de reservas e a tendência deve acentuar-se.

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Que impacto terão os atentados de Paris na economia?

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Os atentados terroristas de sexta-feira, em Paris, já estão a provocar um impacto negativo na economia do destino turístico mais procurado no mundo. Algumas das principais atrações estão fechadas, casos da Torre Eiffel e da Eurodisney. Os operadores turísticos e os hotéis já começaram a receber cancelamentos de reservas e a tendência deve acentuar-se, especialmente nos mercados asiáticos, que são muito sensíveis a questões de segurança.

Ainda é cedo para avaliar o impacto económico dos massacres de sexta-feira 13. Mas, como explica um gestor de investimentos, James Bevan, da CCLA, “no curto prazo, os investidores vão estar preocupados em duas frentes: primeiro, vão preocupar-se com o impacto no sentimento, que afeta tanto os gastos dos consumidores como os investimentos das empresas, em particular nas áreas da hotelaria e do tráfego aéreo. No longo prazo, pode assistir-se a um aperto dos controlos fronteiriços que, eventualmente, pode conduzir a desacordos no comércio livre, o que pode ser uma má notícia para a economia global”.

Com a perspetiva de menos turistas, pelo menos a curto prazo, o setor do luxo deverá ressentir-se e as ações de algumas destas empresas já começaram a refletir os receios dos investidores, com desvalorizações por vezes acima de 1%, esta segunda-feira, na Bolsa de Paris.

Na hotelaria, o impacto deverá ser ainda maior. O grupo Accor chegou a perder quase 6% durante a negociação do CAC40. Menos de 24 horas depois dos atentados já se verificava uma vaga de anulações de reservas e de encurtamento das estadias, que prosseguiu neste inicio de semana.

Outro setor que será particularmente afetado é o dos transportes, em especial os aéreos, onde também se verifica um número crescente de cancelamentos de reservas.

Nas semanas que se seguiram aos atentados de janeiro, com epicentro no jornal satírico Charlie Hebdo, as receitas de muitas lojas da capital caíram cerca de 10%, um recuo semelhante ao que foi registado na frequentação dos hotéis de Paris no mesmo período.