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Comissão Europeia adota medidas para reforçar controlo de armas no seio da UE

Em nome de mais segurança, a Comissão Europeia adotou, esta quarta-feira, um pacote de medidas destinado a reforçar o controlo de armas de fogo no

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Comissão Europeia adota medidas para reforçar controlo de armas no seio da UE

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Em nome de mais segurança, a Comissão Europeia adotou, esta quarta-feira, um pacote de medidas destinado a reforçar o controlo de armas de fogo no seio da União Europeia (UE). Na prática, pretende-se, entre outras coisas, dificultar a aquisição deste tipo de armamento, mas também reforçar a troca de informações entre Estados-membros e melhorar o registo de armas vendidas legalmente.

Para Nils Duquet, investigador do Instituto Flamengo da Paz na Europa, os criminosos podem, com facilidade, adquirir armas na UE, vindas muitas vezes da região dos Balcãs: “Depois da guerra jugoslava, muitas armas permaneceram nas mãos de cidadãos. As pessoas começaram a ter problemas financeiros e, em alguns casos, venderam as armas por, talvez, 500 euros. As armas são depois contrabandeadas para o Espaço Schengen em quantidades muito pequenas. Assim que passam a fronteira exterior é bastante fácil fazer estas armas circular de um gangue criminoso de um país para outro gangue em outro país.”

Em matéria de fronteiras, o comissário com a pasta da Imigração, Assuntos Internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos, diz que cabe a França decidir sobre o reforço do controlo, mas ressalva que a Comissão Europeia não quer colocar em causa o Acordo de Schengen: “Não pretendemos abrir um debate sobre o futuro de Schengen. Cabe a França decidir se, no âmbito do contexto atual, as fronteiras externas precisam de proteção adicional.”

Dimitris Avramopoulos também reforçou que a diretiva PNR (Passanger Name Record – Registo de Nomes de Passageiros) será acelerada para estar pronta até ao final do ano. Contempla a partilha de informação entre linhas aéreas, como já acontece entre a União Europeia e os Estados Unidos, Canadá e Austrália.