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E se as coisas não correrem como previsto?

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E se as coisas não correrem como previsto?

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Nesta edição de Academia de Astronautas, fomos ao centro de formação da Agência Espacial Europeia em Colónia, na Alemanha, ao encontro de Tim Peake. Perguntámos ao astronauta britânico, que prepara a partida rumo à Estação Espacial Internacional no dia 15 de dezembro, quais são os procedimentos a adotar quando as coisas não correm como planeado no espaço?

“Uma das coisas mais difíceis para um astronauta é aprender a ser eficiente e flexível”, aponta Peake, salientando que “o modo de reação perante determinados cenários foi planificado por muita gente, caso alguma coisa corra mal a bordo da estação espacial.”

“Se houver algum fragmento, por exemplo, que atinja a estação espacial, temos de detetar uma eventual fuga o mais depressa possível, isolá-la, e evitar que toda a estação despressurize. Se não conseguirmos e as coisas se tornarem realmente perigosas, temos de evacuar a estação, ocupar a nave Soyuz e regressar à Terra”, explica.

Timothy Peake

Nascido em Chichester, Inglaterra, em 1972, Tim formou-se como piloto do exército da Royal Military Academy Sandhurst antes de se tornar piloto de testes para o helicóptero Apache do exército britânico. É o primeiro astronauta da Grã-Bretanha a visitar a ISS e concluiu a formação em viagens espaciais tanto no sistemas russo como no norte-americano. Correu na Maratona de Londres e é embaixador para a ciência e para as carreiras no espaço no Reino Unido. Embarca numa missão de 6 meses até à ISS, em novembro de 2015.