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Governo belga reforça medidas antiterroristas

A Bélgica é outra das frentes em que as autoridades estão a passar a pente fino os alegados bastiões do jihadismo. O governo de Bruxelas foi acusado de laxismo. O PM Charles Michel defende-se.

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Governo belga reforça medidas antiterroristas

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Enquanto se faz ainda o rescaldo das recentes detenções em Paris, do outro lado da fronteira, na Bélgica, estão também a decorrer importantes operações policiais para encontrar alegados participantes e cúmplices dos atentados da sexta-feira 13 na capital francesa. Até agora, foram detidas nove pessoas.

Point of view

Não aceito as críticas que foram feitas com vista a denegrir o trabalho feito pelos serviços de segurança.

O governo belga começa a mostrar-se indignado com as críticas, vindas sobretudo de França, sobre o suposto laxismo da legislação.

O primeiro-ministro Charles Michel anunciou várias medidas para combater o terrorismo, incluindo a prisão imediata dos jihadistas regressados da guerra. O período de detenção para interrogatório foi também alargado: “Não aceito as críticas que foram feitas com vista a denegrir o trabalho feito pelos serviços de segurança e quero, convosco, agradecer aos investigadores, aos magistrados, aos agentes dos serviços de informações e polícias pela coragem e pela mobilização que mostraram em momentos difíceis”, disse, no parlamento, o chefe do governo belga.

Continua a monte um dos cidadãos belgas alegadamente implicados nos atentados, Salah Abdeslam, que se pensa ser o único sobrevivente entre os operacionais da sexta-feira 13. Abdeslam e os irmãos cresceram com o cérebro dos atentados, Abdelhamid Abaaoud, no bairro de Molenbeek, em Bruxelas.

A onda de críticas ao suposto laxismo (não só belga, como francês) atingiu o auge com a crónica do polémico jornalista Éric Zemmour na rádio RTL, em que este sugere, embora ironicamente, um bombardeamento francês a Molenbeek: