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Mali: Dezenas de mortos num hotel de luxo em sequestro reivindicado por islamitas radicais

O sequestro num hotel de luxo no Mali terminou com mais de duas dezenas de mortos e os jihadistas abatidos. O terrorismo regressou a um país francófono, uma semana após os atentados de Paris.

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Mali: Dezenas de mortos num hotel de luxo em sequestro reivindicado por islamitas radicais

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Uma semana depois dos atentados de Paris, o terrorismo voltou a atingir um país francófono: o Mali. Bamaco, capital da antiga colónia francesa, foi palco de um longo sequestro num hotel de luxo, que terminou com mais de duas dezenas de mortos e 13 islamitas radicais abatidos, segundo informou a Missão das Nações Unidas no Mali (MINUSMA).

Por volta das sete da manhã (a mesma hora em Lisboa), os assaltantes irromperam aos tiros pelas instalações do hotel ao mesmo tempo que um veículo com matrícula do corpo diplomático. Fizeram 170 reféns, na maioria clientes estrangeiros de pelo menos 14 nacionalidades diferentes.

A ação terrorista foi reivindicada pelo grupo Al-Murabitun, que afirma ter atuado em conjunto com a Al-Qaida para o Magrebe Islâmico (AQMI). O grupo jihadista é dirigido por Mokhtar Belmokhtar, um veterano militante argelino, “procurado por vários países”, que o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, afirma estar “sem dúvida na origem deste atentado”. Belmokhtar chegou a ser dado como morto, na Líbia, num bombardeamento norte-americano. Mas, a sua morte acabou por ser desmentida.

Ao final de cerca de 9 horas de sequestro, os militares do Mali, com o apoio de forças de segurança francesas conseguiram libertar os reféns. Pelo menos 27 morreram, segundo informações da ONU e das autoridades do Mali.

Militares franceses estão presentes no Mali desde janeiro de 2013, apoiando o governo de Bamaco na luta contra os jihadistas, que controlam vastas áreas no norte do país. As Nações Unidas têm neste momento cerca de 11.000 capacetes azuis no Mali.