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Escolas de Bruxelas reabrem portas numa altura em que se mantém nível de alerta máximo

Bruxelas mantém o nível de alerta máximo perante a ameaça de um ataque terrorista, mas as escolas reabriram esta quarta-feira. Mais de 300 efetivos

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Escolas de Bruxelas reabrem portas numa altura em que se mantém nível de alerta máximo

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Bruxelas mantém o nível de alerta máximo perante a ameaça de um ataque terrorista, mas as escolas reabriram esta quarta-feira.

Mais de 300 efetivos estão mobilizados para proteger estabelecimentos de ensino. Entre os pais, as opiniões sobre o regresso à escola, dividem-se.

O governo federal propôs uma lista de novas medidas de segurança para colocar em marcha em frente e no interior das escolas. Exemplo de uma sala que sirva de esconderijo em caso de ataque.

“A ideia de ter um lugar em caso de um ataque ou de um atentado nas escolas é uma boa ideia, mas não no imediato. O que precisamos neste momento é de medidas de proximidade que permitam proteger as crianças e as famílias”, explica Emir Kir, autarca de Saint-Josse-ten-Noode, na região de Bruxelas-Capital.

A reabertura de jardins de infância, escolas e universidades está longe de gerar consenso, como se percebe pela posição da copresidente do partido belga “Ecolo”, Zakia Khattabi: “Até segunda-feira, o nível de alerta e as medidas que foram adotadas em relação a este nível de alerta foram coerentes. Por isso, podia explicar-se à população o que se estava a passar. Depois de segunda-feira, o primeiro-ministro belga disse que a ameaça não baixou, que se mantém o nível 4, mas que é possível reabrir as escolas. Parece-me que há um paradoxo.”

Irresponsabilidade para uns ou tentativa de regressar à normalidade para outros, o certo é que a reabertura das escolas acontece numa altura em que Salah Abdeslam, o homem procurado pelo alegado envolvimento nos ataques em Paris, continua a monte.