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Putin acusa o governo turco de islamizar o país

O segundo piloto do avião de guerra russo, abatido terça-feira pela Turquia, “foi recuperado vivo pelo exército sírio,” de acordo com o embaixador

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Putin acusa o governo turco de islamizar o país

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O segundo piloto do avião de guerra russo, abatido terça-feira pela Turquia, “foi recuperado vivo pelo exército sírio,” de acordo com o embaixador russo em França, Alexander Orlov, e está a recuperar na base russa de Hmeimim, na Síria.

O outro piloto do Sukhoi Su-24 foi morto. A Turquia diz que quer evitar a “escalada” da tensão com a Rússia após este incidente. Ancara defende que os seus aviões de guerra enviaram dez mensagens de aviso aos pilotos russos que teriam entrado em espaço aéreo turco junto à fronteira com a Síria.

O Kremlin desmente e Vladimir Putin acusa Ancara de estar a islamizar a Turquia: “O problema não é somente a tragédia que enfrentamos ontem, o problema é mais profundo, vemos todos como estão as autoridades turcas a prosseguir a política de islamização dentro do seu país desde há muitos anos”.

O presidente Recep Tayyip Erdogan alega que “não tem absolutamente nenhuma intenção de transformar este caso como um ato agressivo contra a Rússia, os pilotos turcos limitaram-se a defender a segurança e o direito do povo”

“A Turquia não apoia tensões ou hostilidade. A Turquia está sempre no lado da paz, diplomacia e diálogo. Essa atitude irá ser mantida”.

Entretanto a tensão aumenta e Pequim, que apoia posições de Moscovo no conflito sírio, defende a tese do Kremlin de que o Sukhoi 24 não se encontrava no céu turco quando foi abatido.

As autoridades russas anunciaram que vão implantar sistemas anti-mísseis na sua base aérea de Hmeimim  na província de Latakia, na Síria e que os raides aéreos irão continuar nessa zona do país junto à fronteira com a Turquia.