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Clima: otimismo moderado na contagem decrescente para a COP21

Começou a contagem decrescente para a conferência do clima em Paris. A COP21 que se realiza sob a égide das Nações Unidas e reúne representantes de

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Clima: otimismo moderado na contagem decrescente para a COP21

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Começou a contagem decrescente para a conferência do clima em Paris. A COP21 que se realiza sob a égide das Nações Unidas e reúne representantes de mais de uma centena e meia de países. O objetivo é chegar a um acordo para travar o aquecimento global. As expectativas para o encontro que decorre entre 30 de novembro a 11 de dezembro são elevadas. Mas serão os compromissos assumidos pela China, pelos Estados Unidos e pela União Europeia suficientes para reduzir os gases com efeito estufa e convencer o resto do mundo a chegar a um acordo global?

Esta foi uma das questões lançadas, esta semana, aos convidados do the Network . Convidamos para o debate Hans Bruyninckx, Director da Agência Europeia do Ambiente; Martin Kaiser, responsável pela política climática internacional da Greenpeace e Alexandre Affre da BUSINESSEUROPE, que representa federações empresariais de 34 países.

Bruyninckx mostra-se confiante. “Tenho esperança que de Paris possa sair um acordo significativo e por várias razões. Desde logo, porque é a primeira vez que quase todos os países se comprometem a adotar políticas climáticas, a mitigar as consequências e adotar medidas e, por outro, porque é claro, para todos que a meta de dois graus não é, apenas, um objetivo fictício, é um objetivo que precisa de ser atingido” afirma.

Um sentimento partilhado pelo responsável pela política climática internacional da Greenpeace. “Na verdade sinto-me encorajado com o que está a acontecer na China, em matéria de energias renováveis e com o declínio do carvão. Os Estados Unidos estão a investir em energia renovável, mas isto não é suficiente para limitar o aquecimento global a 1,5 – 2 graus. Daí o pedido da Greenpeace à conferência para definir uma meta a longo prazo e gerar energia cem por cento renovável a nível mundial até 2050” refere Martin Kaiser.

Alexandre Affre da BUSINESSEUROPE encara como positivo o facto de potências como a China e os Estados Unidos estarem a acelerar os esforços para reduzir as emissões de C02. Admite, no entanto, que um, eventual, acordo em Paris possa não ser suficiente. “A natureza do acordo não é clara. Além disso, será obrigatório? Também, temos pouca informação sobre a forma como vai ser pedido às indústrias expostas à concorrência internacional para que reduzam as emissões de C02 nos outros países.”