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Tudo a postos para a COP21

A Conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática começa segunda-feira em Paris com a participação de 147 chefes de Estado e de governo

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A Conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática começa segunda-feira em Paris com a participação de 147 chefes de Estado e de governo. Depois dos atentados na capital francesa as autoridades mobilizaram uma aparato de segurança sem precedentes. Nesta operação participam 11 mil agentes, 8 mil dos quais foram colocados nas fronteiras do país. A cimeira tem como objetivo adotar medidas para assegurar que a temperatura média da Terra não suba mais de 2 graus centígrados relativamente aos valores da segunda metade do século XIX.

Os países mais poluentes do mundo são os Estados Unidos, a China, a Rússia, o Brasil e a Índia. A América lidera esta classificação, segundo os dados do Instituto Mundial de Recursos. Washington comprometeu-se a reduzir as emissões entre 26 e 28 por cento em 2025, relativamente aos valores de 2005. A China é o maior emissor de gases com efeito de estufa do planeta, com cerca de 25 por cento do total. Este verão Pequim assumiu uma redução de 60 a 65 por cento por unidade do PIB, tendo como base os valores de 2005. A Rússia apresentou um plano que é criticado porque apresenta como referência valores de 1990, depois do colapso da União Soviética. Por esta razão os objetivos são mais fáceis de atingir ao ponto do país nem precisar de reduzir os níveis de emissões. A deflorestação tropical é uma das maiores causas do aquecimento global. O Brasil tem lutado contra esta situação e anunciou medidas importantes. A Índia é o terceiro maior emissor de gases com efeito de estufa. Nova Deli pretende que em 2030 40 por cento da eletricidade que consome seja produzida a partir de energias renováveis ou com baixas emissões de carbono.

2014 foi o ano mais quente desde que começaram a ser feitos registos, no século XIX. As temperaturas médias aumentaram cerca de 0,85°C. Se a humanidade não alterar os hábitos, as vagas de calor, as secas, o degelo das calotas polares e dos glaciares vão tornar-se irreversíveis.