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Liga Portuguesa, J11: Casillas e William valem triunfos a Porto e Sporting


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Liga Portuguesa, J11: Casillas e William valem triunfos a Porto e Sporting

O "lanterna vermelha" Tondela ficou perto do empate não fosse o guarda-redes espanhol a defender os 3 pontos que mantêm a equipa de Lopetegui a pressionar a de Jesus. Os "leões" necessitaram de um penálti nos descontos para vencer um Belenenses muito fechado e as "águias" vencem a esta hora (2-0) em Braga.

O FC Porto deslocou-se sábado a Aveiro para jogar na “casa emprestada” do Tondela, o último classificado da Liga portuguesa, cujo estádio foi considerado sem condições de segurança mínimas para esta partida. A equipa de Lopetegui parecia ter pela frente um adversário e um campo perfeitos para reagir à derrota caseira na Liga dos Campeões. Mas o que parece nem sempre é e, na verdade, a equipa de Rui Bento até deixou fugir 2 pontos ao desperdiçar uma grande penalidade nos últimos 10 minutos.


Bueno foi titular pela primeira vez no campeonato, Herrera regressou à equipa dois meses depois e como capitão, mas os vice-campeões entraram em campo lentos. O Tondela ganhou confiança.

Aos 28 minutos, Brahimi desenhou uma obra de arte pela direita. A defesa do Tondela deu muito espaço e o argelino disparou forte e colocado, assinando um grande golo — segundo golo de Brahimi no campeonato.




Melhores marcadores:

8 golos: Jonas (Argélia, Benfica);
7 golos: Slimani (Brasil, Sporting);
6 golos: Dyego Sousa (Brasil, Marítimo);
5 golos: André Claro e Suk (V. Setúbal), Bonatini (Estoril) e Aboubakar (FC Porto);


O jogo prosseguiu equilibrado, mas com os “dragões” mais soltos. Lopetegui foi expulso do banco ainda antes do intervalo, que terminou com uma perdida incrível de Aboubakar após excelente jogada do ataque portista.

A segunda parte revelou um Tondela à procura do empate e um FC Porto com muita dificuldade a meio-campo, onde Herrera parecia um corpo estranho. Lopetegui altera “miolo”: Tello substituiu Bueno e André André foi para o meio; Rúben Neves trocou com Marcano e Danilo desceu para central.


Aos 71 minutos, Romário Baldé deixa um aviso ao atirar por cima da baliza de Casillas. Rui Bento acreditou e refrescou a equipa para o último quarto de hora. Brahimi mostra que o FC Porto não desapareceu do jogo, obrigando Cláudio Ramos a trabalhar. Estranhamente, o treinador espanhol do FC Porto troca o argelino pelo defesa Maicon.

O defesa brasileiro entrou e fez… penálti, aos 83 minutos. Falta sobre Murillo. Chamorro encara Casillas, atira para a direita, mas o espanhol estava focado na bola e defende, segurando os 3 pontos, que já não fugiriam aos “dragões”. O Tondela é cada vez mais último. O FC Porto mantém a pressão sobre o líder, Sporting.



Ficha de jogo

Estádio Municipal de Aveiro (3449 espetadores)
Árbitro: Manuel Mota (Castelo Branco).

Tondela:Cláudio Ramos; Oto’o Zue, Kaká (A), Bruno Nascimento e Dolly Menga; Lucas e Hélder (Piojo, 73’); Edu (Murillo, 73’), Raphael Guzzo e Nathan Júnior (Chamorro, 73’); Romário Baldé.
Treinador: Rui Bento.

FC Porto:Casillas; Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano (A, Rúben Neves, 68’)e Layún; André André, Danilo (A) e Herrera; Bueno (Tello, 56’), Aboubakar e Brahimi (Maicon, 77’, A).
Treinador: Julen Lopetegui.

Golo: Brahimi (28’).


Já esta quarta-feira, o FC Porto deslocou-se à Madeira para defrontar o União local, em jogo em atrasio da 9.ajornada, e venceu (4-0), colocando-se a apenas 2 pontos do líder Sporting.

“Leões” vencem Belenenses ao cair do pano


Jorge Jesus não aproveitou as excelentes indicações dadas pela equipa que a meio da semana venceu o Lokomotiv, em Moscovo, para a Liga Europa. O treinador do Sporting deixou Gelson e Matheus no banco, preferindo voltar ao formato que tem utilizado no campeonato nacional, com um miolo preenchido, João Mário “preso” à direita e à Ruiz na esquerda. Valeu, uma vez mais, a “estrelinha.”


A equipa perdeu a velocidade das transições e o Belenenses agradeceu. De regresso a Alvalade como adversário, Sá Pinto montou uma equipa de contenção, fechando o centro do terreno e estacando o jogo dos “leões”. Por aí se explica as duas escassas oportunidades de golo da primeira parte.

A primeira, um remate de Montero, aos 18 minutos, para defesa segura de Ventura. A segunda, de Bryan Ruiz, aos 38, passando por entre dois defesas pela meia-esquerda e rematando cruzado, com boa defesa de Ventura. Os “azuis” apostaram no contra-ataque, mas não passaram das ameaças.


Impunham-se mexidas no jogo e Jesus aguentou até aos 57’ para trocar Adrien por Gelson e “devolver” João Mário ao meio. Os “leões” melhoraram a olhos vistos, o jogo abriu e começou a ver-se velocidade.

Aos 63 minutos, Ruiz cruza largo, Montero “matou” no peito entre dois defesas e rematou sem deixar cair. Ao lado. Era um “golaço”. Jesus não ficou impressionado e sacrificou o colombiano para a entrada de Matheus Pereira.


Aos 73 minutos, Sá Pinto tirou André Sousa e meteu Carlos Martins, outro ex-Sporting. Logo depois, Matheus foge pela esquerda e remata às malhas laterais da baliza de Ventura. Os “leões” perderam presença na área e Jesus teve de corrigir a mão: trocou Ruiz por Tanaka — o japonês estreou-se na Liga.

Quase de imediato, Matheus atira ao lado a passe de Gelson. Aos 84 minutos, Tanaka cruza da esquerda e Slimani, em excelente posição, cabeceou à figura de Ventura. Os “leões” começavam a desesperar. Até que, já nos descontos, Tonel, outro ex-Sporting do Belenenses, tirou com o braço a bola da cabeça de Slimani e o árbitro marcou penálti.


Sem Adrien na equipa, William foi chamado a marcar. O capitão não perdoou, bateu Ventura, estreou-se a marcar esta época e “valeu” os 3 pontos ao Sporting. Jorge Jesus deu 45 minutos de avanço ao Belenenses, mas sobre os 94 minutos voltou a ter a “estrelinha” de campeão do seu lado.



Ficha de jogo

Estádio José Alvalade, Lisboa (31.744 espetadores)
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto).

Sporting:Rui Patrício; João Pereira, Paulo Oliveira, Ewerthon e Jonathan Silva; William (A); João Mário, Adrien (Gelson, 57’) e Bryan Ruiz (Tanaka, 80’); Montero (Matheus, 66’) e Slimani (A).
Treinador: Jorge Jesus.

Belenenses:Ventura (A); João Amorim, Tonel (A), Gonçaléo Brandão e Filipe Ferreira; Rúben Pinto (Fábio Nunes, 94’) e Ricardo Dias; André Sousa (A, Carlos Martins, 73’), Sturgeon e Kuca; Luís Leal (Tiago Caeiro, 85’).
Treinador: Sá Pinto.

Golo: William Carvalho (94’ gp).


Entrada de “águia” em Braga


O Benfica entrou no Municipal de Braga motivado pelo recente apuramento para os “oitavos” da Liga dos Campeões e com o objetivo de ultrapassar os minhotos na classificação. Rui Vitória manteve a aposta em Renato Sanches, a mais recente descoberta na “Caixa” do Seixal, e aos 15 minutos já vencia por 2-0.

Paulo Fonseca apostou em dois avançados e viu Stojilikovic a combinar com Hassan logos aos 2 minutos, num remate do egípcio cortado por Jardel. Pouco depois, porém, uma assistência de calcanhar de Mitroglou antecedeu um bom trabalho de Pizzi, na área dos “guerreiros”. O médio do Benfica rematou, Baiano tenta o corte, mas a bola ressalta nas costas de Kritciuk e estava feito o 0-1.

Os minhotos reagiram de pronto, com Alan a obrigar Júlio César a ceder canto. Aos 10 minutos, contudo, Pizzi quase bisou e, logo depois, Lisandro adiantou as “águias” no marcador, aproveitando uma insistência de Jardel.


O Braga volta a responder. Aos 16 minutos, Hassan cabeceia ao poste e, à recarga forte de Rafa, Júlio César responde com uma grande defesa. Grande jogo na cidade dos arcebispos.

O intervalo chegou com os minhotos a fazer pela vida e o Benfica a controlar, mantendo sempre um olho no contra-ataque. Logo a abrir o segundo tempo, novamente Júlio César a brilhar, agora a negar o golo a Ricardo Ferreira.

Gaitán respondeu, na outra baliza, com um “tiro” ao poste. As “águias” paracem, contudo, apostadas em tirar velocidade ao jogo e Renato Sanches confirma-se como “reforço” do Benfica.


Paulo Fonseca troca Mauro por Filipe Augusto. Rui Vitória troca de avançado, entra o mexicano Jimenéz. Nu livre direto, aos 69 minutos, Filipe Augusto acerta em cheio no ângulo feito pelos postes à direita da baliza de Júlio César.


Vitória troca Guedes por Jonas. O melhor marcador do campeonato, na primeira ação, obrigou Kritciuk a defesa apertada e incompleta. O Benfica ficou mais ofensivo e o Braga revelava progressivas dificuldades em criar perigo junto à baliza “encarnada.”


À beira dos 90 minutos, Filipe Augusto encontrou espaço para um “míssil” de fora da área, mas Júlio César defende com segurança. O Benfica fechou-se bem, nos derradeiros minutos, defendeu os 3 pontos e acabou por infligir ao Braga a primeira derrota em casa esta época.



Ficha de jogo

Estádio Municipal de Braga (17.396 espetadores)
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa).

Sp. Braga:Kritciuk; Baiano, Boly, Ricardo Ferreira e Djavan (Pedro Santos, 87’); Alan, Luiz Carlos, Mauro (F. Ausgusto, 61’, A) e Rafa (Joan Román, 78’); Stojiljkovic e Hassan (A).
Treinador: Paulo Fonseca.

Benfica:Júlio César; André Almeida, Jardel, Lisandro e Eliseu (A); Fejsa e Renato Sanches (A); Gonçalo Guedes (Jonas, 72’), Pizzi (A, Cristante, 88’) e Gaitán; Mitroglou (Jimenéz, 65’).
Treinador: Rui Vitória.

Golo: Pizzi (8’) e Lisandro (12’).


Petit deixa Boavista

A jornada abriu sexta-feira com o dérbi insular entre Nacional e Marítimo. Tal como nas 3 últimas épocas, os “alvi negros”, enquanto anfitriões, levaram a melhor na Choupana. No sábado, o União da Madeira chegou aos 90 minutos a ganhar 2-1 no Bonfim, mas nos descontos o Setúbal empatou por Arnold e destacou-se no 7.° lugar. Os madeirenses estão sobre a linha de água.

Ao final da tarde, o Boavista recebeu o Guimarães. Douglas Abner adiantou os “axadrezados” à beira do intervalo, mas na segunda parte a equipa de Sérgio Conceição deu a volta, beneficiando de um “frango” de Mika, aos 89 minutos. No final, Petit anunciou a demissão de treinador do Boavista, deixando a equipa no 15.° lugar. Conceição somou o segundo triunfo pelos vimaranenses e uma vez mais na condição de visitante.

No domingo à tarde, o Rio Ave foi surpreendido em casa pelo Moreirense. Um golo de Iuri Medeiros a abrir a segunda parte permite aos “cónegos” fugir aos lugares de descida. Os vila-condenses permitiram a aproximação do Paços de Ferreira, que, horas depois, recebeu o Estoril e ganhou.

Jornada 11:

Nacional – Marítimo, 3-1
V. Setúbal – Un. Madeira, 2-2
Boavista – V. Guimarães, 1-2
Tondela – FC Porto, 0-1
Académica – Arouca, 1-1
Rio Ave – Moreirense, 0-1
P. Ferreira – Estoril, 2-0
Sporting – Belenenses, 1-0
Cp. Braga – Benfica, 0-2

Jornada 12:

Benfica – Académica (04/12, 20h30)
Belenenses – V. Sertúbal (05/12, 16h15)
FC Porto – P. Ferreira (18h30)
Marítimo – Sporting (20h45)
Arouca – Boavista (06/12, 16h00)
Estoril – Nacional (16h00)
Un. Madeira – Tondela (16h00)
Moreirense – Sp. Braga (17h00)
V. Guimarães – Rio Ave (07/12, 20h00)


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