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COP21: A hora de África

Ao segundo dia, a COP21 virou-se para África: O continente é das regiões que menos poluem, mas que mais sofrem com as mudanças no clima, em particular com a seca.

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COP21: A hora de África

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Neste segundo dia da COP 21, África dominou as conversas entre os chefes de Estado e governo.

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A ruptura nas reservas de comida e água são um risco importante não só para as economias, como para a estabilidade política.

O anfitrião François Hollande fez uma minicimeira com 12 dirigentes africanos, liderados pelo presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi. O tema foi “o desafio climático e as soluções africanas”.

O secretário-geral da ONU, Ban-Ki-Moon, lembrou que África é uma das zonas do globo mais castigadas pelas mudanças climáticas: “África é particularmente vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas. Muita da economia de África depende dos recursos naturais, muito sensíveis ao clima, incluindo a agricultura de subsistência irrigada pela chuva. A rutura nas reservas de comida e água são um risco importante não só para as economias, como para a estabilidade política”.

O Banco Mundial pediu também justiça para o continente africano, poucos dias depois de ter apresentado um plano de investimento para ajudar as economias menos desenvolvidas a adaptar-se às mudanças climáticas.

África polui pouco e sofre muito com as mudanças no clima, em particular com a seca, que destrói a produção agrícola de que muitos precisam para viver.