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Tráfico de petróleo: as provas de Moscovo contra Ancara

Moscovo apresentou o que chama de provas sobre o, alegado, financiamento de Ancara a grupos terroristas. Em causa estão imagens de satélite de três

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Tráfico de petróleo: as provas de Moscovo contra Ancara

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Moscovo apresentou o que chama de provas sobre o, alegado, financiamento de Ancara a grupos terroristas.

Em causa estão imagens de satélite de três rotas, que de acordo com fontes governamentais russas são utilizadas pelos radicais do Estado Islâmico para fazer chegar à Turquia o petróleo roubado na Síria e no Iraque.

Em conferência de imprensa, o vice-ministro da Defesa russo acusou a Turquia de estar a beneficiar com o tráfico de petróleo roubado aos “legítimos proprietários” na Síria e no Iraque. Anatoli Antonov, adianta que no negócio estão envolvidos líderes turcos, entre eles o próprio Presidente.

A Turquia já reagiu às acusações. O chefe de Estado sustenta que as rotas em causa não se encontram nas mãos dos extremistas do Estado Islâmico, mas dos rebeldes curdos e do exército sírio.

Recep Tayyip Erdogan garante que a Turquia se mantém fiel aos seus valores, pelo que não está a comprar petróleo a organizações terroristas. O chefe de Estado turco diz que a reação da Rússia é “desproporcionada” e que a razão está do lado de Ancara. Promete, ainda, tomar medidas caso Moscovo não mude de atitude.

Os dois países estão de costas voltadas depois de a Turquia ter abatido um bombardeiro russo perto da fronteira com a Síria. Uma ação que Ancara justifica com a violação do espaço aéreo. A bordo do aparelho seguiam dois pilotos, mas apenas um sobreviveu.

Como medida de retaliação, Moscovo avançou com sanções económicas. Os empresários russos foram impedidos de contratar mão-de-obra turca e os voos charter, entre os dois países, proibidos. Já a importação de produtos turcos passou a ter regras mais apertadas.