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Síria: Assad rejeita dialogar com grupos armados da oposição

O presidente sírio ameaça deitar por terra os esforços internacionais para reatar o diálogo entre o regime e a oposição já em janeiro. Entrevistado

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Síria: Assad rejeita dialogar com grupos armados da oposição

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O presidente sírio ameaça deitar por terra os esforços internacionais para reatar o diálogo entre o regime e a oposição já em janeiro.

Entrevistado pela agência de notícias espanhola EFE, Bashar Al-Assad rejeita discutir com os grupos armados da oposição, enquanto estes não abandonarem as armas.

Segundo Assad, “na Síria, todos os homens armados com uma metralhadora são terroristas”.

As declarações surgem depois de mais de uma centena de responsáveis da oposição e de grupos armados sírios terem aceite debater a transição política com o regime, após uma reunião em Riad, na Arábia Saudita.

Entre as condições enunciadas pela oposição, encontra-se a saída de cena de Bashar Al-Assad e o fim dos ataques do regime contra os bastiões dos rebeldes.

Para o responsável da diplomacia norte-americana, John Kerry, de visita a Paris:

“Há ainda algumas questões e alguns problemas que têm que ser debatidos, mas estou confiante que vamos encontrar uma solução”.

Em Roma, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, evocou igualmente a necessidade de deixar fora das negociações os grupos terroristas, uma definição que está longe de ser partilhada por Washington e Moscovo.

“Eu acredito que foi de certa forma um progresso o facto de termos chegado a um acordo para identificar os grupos terroristas e ajudar a ONU a reunir uma delegação da oposição para negociar com o governo. Se estes trabalhos de casa forem feitos, acredito que podemos reunir-nos na próxima semana para apoiar esta abordagem”, afirmou Sergei Lavrov.

As negociações parecem regressar ao mesmo impasse que levou ao fracasso das discussões de Genebra, entre regime e oposição, no ano passado.

O acordo da oposição síria deveria ser a base para as discussões em Nova Iorque, na próxima quinta-feira, sobre a formação de um governo transitório e a convocação de eleições em Junho de 2017.

O secretário de estado norte-americano deverá viajar a Moscovo na terça-feira para prosseguir as discussões com Vladimir Putin, depois de uma reunião dos países opostos a Assad, em Paris, na segunda-feira.

Uma maratona diplomática, baseada num acordo internacional atingido em Viena, em outubro, que se arrisca agora a ser abalado pela inflexibilidade de Bashar Al-Assad.