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Coligação islâmica antiterrorista entre aplausos e críticas

Não há unanimidade entre os países de maioria muçulmana quanto à formação de uma coligação antiterrorista liderada pela Arábia Saudita. O Irão é o maior crítico.

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Coligação islâmica antiterrorista entre aplausos e críticas

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A decisão da Arábia Saudita de formar uma coligação militar de países islâmicos para combater o terrorismo está a provocar reações diferentes.

Se alguns aplaudem a iniciativa de Riade, outros acham que se trata de uma hipocrisia.

Entre os apoiantes da ideia está a Turquia. O primeiro-ministro Ahmet Davutoğlu diz que esta é a melhor resposta aos movimentos anti-Islão: “A união dos países muçulmanos contra o terrorismo é a melhor resposta que podemos dar a quem tenta associar o terror ao Islão. Neste contexto, a Turquia está preparada para contribuir de todas as formas possíveis para qualquer união destinada a combater o terrorismo, independentemente de quem a organize. Este esforço dos países islâmicos é um passo na direção certa”.

No outro extremo está o Irão. Hossein Royvaran, analista próximo do regime de Teerão, diz que a Arábia Saudita não tem lições para dar nesta matéria: “O Irão considera que os líderes desta aliança não têm qualquer experiência no combate ao terrorismo. Pelo contrário, são os maiores apoiantes dos movimentos terroristas”.

O dedo apontado à Arábia Saudita e à Turquia, acusando-os de apoiar o Daesh e outros movimentos radicais, não é uma novidade e tem-se intensificado entre os críticos dos dois países.