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A corrida eleitoral do tudo ou nada em Espanha

Terminou a campanha para as legislativas espanholas. A votação mais “emocionante” dos últimos quarenta anos já que as incertezas são muitas. Por

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A corrida eleitoral do tudo ou nada em Espanha

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Terminou a campanha para as legislativas espanholas. A votação mais “emocionante” dos últimos quarenta anos já que as incertezas são muitas.

Uma corrida eleitoral atípica num país onde a taxa de desemprego é ainda o triplo da média europeia, segundo dados da OCDE. Um dos muitos desafios para a reeleição do Partido Popular, de Mariano Rajoy, que acredita que o peso do seu partido conta:

“Quem sabe, verdadeiramente, o que é preciso fazer é esta força política que cresceu vinda de baixo, a partir da base. Este é um partido de muita gente. Que nos momentos bons, nos maus e nos normais, em todas as povoações de Espanha, tem alguém que levanta uma bandeira e diz: eu defendo os ideais do Partido Popular”, afirmou o ainda Primeiro-ministro, no comício de encerramento da campanha.

As sondagens dão a vitória ao PP com uma diferença entre 4 a 6 pontos em relação ao PSOE ou ao Podemos, quando há 30 a 40 por cento de eleitores indecisos. Tudo pode acontecer e é nisso que aposta o líder dos Socialistas quando se chegou a especular que o PP estaria disponível para uma coligação com o PSOE. A resposta veio de Pedro Sanchez, o líder dos Socialistas, durante o último comício:

“Queremos um pacto entre Partido Popular e Partido Socialista?”

“Não!” – Gritaram militantes e apoiantes do PSOE.

“Um pouco mais alto para o Sr. Rajoy ouça.”

“Não!” – Voltou a ouvir-se, desta vez com mais entusiasmo.

“O que queremos fazer é ganhar a Rajoy no dia 20 de dezembro”, finalizou Sanchez.

O país vive uma revolução política com novas forças, como o Podemos que conseguiu vitórias importantes nas autárquicas e poderá alcançar igual façanha nesta eleição.

Nas intenções de voto, a curva é descendente para a formação Ciudadanos. Talvez por isso o seu candidato já prometeu que, não ganhando, e se a vitória couber ao PP ou PSOE, mesmo com maioria relativa, os deixará governar.

As principais propostas das formações políticas que concorrem a estas eleições apresentadas pelo jornal El País:

http://politica.elpais.com/politica/2015/12/17/actualidad/1450367934_294462.html