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Espanha: a incógnita depois das eleições

Depois das eleições gerais mais disputadas da democracia espanhola, a formação do futuro governo continua uma incógnita.

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Espanha: a incógnita depois das eleições

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A imprensa do dia seguinte regista a perda de maioria do PP, fala em governo ingovernável e aponta a necessidade de pactos políticos. Mas é aqui que reside a dificuldade. O Partido Socialista e o Podemos afirmam-se fora de um acordo e Rajoy precisava de ter chegado aos 176 lugares dos 350 para ter a maioria absoluta. Apenas conseguiu 123.

“O Partido Popular precisa de tentar formar governo. É com ele. Este é o momento em que estamos e em que ficaremos durante semanas até que o Parlamento seja formado e a iniciativa pertence ao PP. Cuidado e responsabilidade. Contudo, posso também dizer-vos que o Partido Socialista vai votar “não” à tentativa de Rajoy”, afirmaram os socialistas.

O Podemos de Pablo Iglesias entra no congresso de deputados com a força de 69 lugares conquistados e um veto a Mariano Rajoy, afirmando: “Nem o Ciudadanos nem o Partido Socialista podem contar connosco para permitir que Mariano Rajoy venha a ser primeiro ministro de novo. Nem ativa nem passivamente vamos permiti-lo”.

No poder desde o final de 2011, o Partido Popular de Rajoy permanece como primeira força política de Espanha. “Vou tentar formar governo”, declarou na noite das eleições Mariano Rajoy, não deixando de reconhecer a dificuldade: “será preciso falar muito, dialogar antecipadamente, chegar a acordos.” Nenhum bloco, à direita ou à esquerda, chega à maioria absoluta de 176 lugares. Mesmo que o Ciudadanos decidisse apoiar Rajoy, o que por ora está excluído, os dois partidos não teriam mais do que 163 lugares. E um bloco PSOE- Podemos não obteria mais do que 159. Uma matemática difícil para políticos habituados à alternância confortável entre a direita e a esquerda desde 1982.